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Confiança empresarial recua ao menor nível desde maio de 2022

Terceira queda seguida do otimismo foi motivada pela piora das expectativas em relação aos meses seguintes, mostra FGV

Economia|Do R7

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Confiança empresarial figura aos 91,8 pontos
Confiança empresarial figura aos 91,8 pontos

O ICE (Índice de Confiança Empresarial) caiu 1,1 ponto em novembro, para 91,8 pontos. Após três quedas seguidas, o índice registra agora o menor nível desde maio passado, mostram informações publicadas nesta sexta-feira (1º) pela FGV (Fundação Getulio Vargas). 

Para Aloisio Campelo Jr., superintendente de estatísticas do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), o indicador seguiu o roteiro dos dois meses anteriores, com uma ligeira melhora das avaliações sobre a situação presente e uma piora mais acentuada das expectativas em relação aos meses seguintes.

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"Esta combinação de resultados sugere que os segmentos cíclicos da economia, responsáveis por cerca de dois terços do PIB, seguem apresentando um ritmo morno de atividade no quarto trimestre e estão preocupados com as perspectivas da economia para o primeiro trimestre de 2024", diz ele. 

"Pelo lado positivo, a confiança industrial subiu pela primeira vez no segundo semestre, e o setor da construção mostra uma relativa resiliência, influenciado pela sustentação do otimismo no segmento de obras de infraestrutura", completa Campelo. 

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A queda da confiança empresarial em novembro foi motivada exclusivamente pela piora das expectativas em relação aos meses seguintes. O IE-E (Índice de Expectativas Empresarial) caiu 1,4 ponto, para 88,2 pontos, e acumula perda de 7 pontos desde agosto, aproximando-se do menor nível do ano, apresentado em janeiro (86 pontos).

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Em novembro, somente a confiança da Indústria subiu entre os quatro grandes setores, com alta de 1,9 ponto, para 92,7 pontos. A confiança do comércio obteve o pior resultado, recuando 2,7 pontos, para 86,5 pontos, com piora tanto nas expectativas quanto na percepção sobre a situação atual das empresas.

Em seguida, o setor de serviços observou queda de 0,9 ponto, passando para 94,4 pontos, apesar de uma ligeira melhora nas expectativas, e a confiança da construção andou de lado, recuando 0,1 ponto, para 96,2 pontos.

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