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Conflito no Oriente Médio pode pressionar inflação no Brasil e brecar queda dos juros; entenda

Além do preço do petróleo, guerra terá impacto na cotação do dólar, segundo o economista Ricardo Buso

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A alta no preço do petróleo é uma consequência da guerra entre Israel e Estados Unidos contra o Irã.
  • Recentemente, o barril de petróleo subiu de US$ 73 para US$ 79, com previsão de ultrapassar US$ 100.
  • Conflitos no Oriente Médio impactam a produção e logística do petróleo, afetando 20% do fornecimento mundial.
  • A oscilação no preço do petróleo pode influenciar também a inflação e a taxa de juros no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã levarão a uma alta do petróleo, o que gera um efeito dominó. Na sexta-feira (27), o barril atingiu US$ 73 e nesta segunda-feira (2) pela manhã estava cotado a US$ 79. Analistas projetam um avanço para além dos US$ 100 no curto prazo.

Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (2), o economista Ricardo Buso fala que a consequência natural de toda guerra na região é sempre o aumento do preço do petróleo: “Qualquer conflito ali no Oriente Médio, especificamente no Irã ou no entorno, estamos falando ou da produção ou da logística do escoamento do petróleo”, afirma.


Petroleiras impactadas pela guerra no Oriente Médio
Economista diz que, com o conflito, o dólar também pode oscilar e atrapalhar a inflação no Brasil Reprodução/Record News

Buso também comenta os alvos, que até então eram apenas para abalar o regime, e não de infraestrutura ou logística de petróleo. Segundo ele, “se esses virarem alvo, aí a coisa complica de vez”.

O preço do barril pode vir a subir mais ainda, a depender do andamento da guerra. O economista deixa claro que conflitos como esse já tendem a mexer com o petróleo, e naquela região “o problema é ainda maior” por transportar 20% do petróleo do mundo.


Além dele, o dólar também pode oscilar e atrapalhar o controle de inflação neste momento: “Se a inflação começar a ameaçar, a redução da taxa de juros, que nós estamos esperando há tanto tempo que saia desse patamar de 15% [...], ela pode começar a ser mais comedida, ser mais lenta”, explica Buso.

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