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Contratos inteligentes: conheça a nova aposta do Banco Central após desistir do Drex

Tecnologia desenvolvida para a moeda digital brasileira deve ser incorporada a um novo mecanismo; entenda

Economia|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Banco Central desiste da implementação da moeda digital brasileira, Drex.
  • Continua investindo na infraestrutura para contratos inteligentes, que são documentos autoexecutáveis.
  • Contratos inteligentes visam facilitar a transferência de bens e aumentar a segurança nas transações digitais.
  • Especialistas destacam a importância dessa tecnologia para prevenir fraudes e melhorar a segurança nas transações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Banco Central anunciou, na última semana, que desistiu do projeto de implementação de uma moeda digital brasileira, conhecida como Drex. O modelo funcionaria como outras criptomoedas conhecidas, porém com o controle do ente brasileiro no ambiente de transações.

No entanto, o órgão informou que deve continuar com a infraestrutura que permite os contratos inteligentes, um tipo de documento autoexecutável que permite a transferência de bens em ambiente digital, no mesmo momento em que a transação é liquidada — o que poderia diminuir casos de golpes.


A proposta do BC com o recurso de criar um ambiente seguro no qual as pessoas poderiam fazer as transações com a criptomoeda acabou encontrando empecilhos na execução, o que fez o banco desistir do projeto. É o que explica Flávio D’Urso, especialista em crimes digitais.

Drex era aposta do Banco Central para entrar no mundo das moedas digitais REPRODUÇÃO/RECORD NEWS - 18.06.2025

Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (10), ele explica que, ao contrário dos bancos tradicionais em que se tem o acesso ao número da agência e conta do cliente, no sistema de criptoativos o cenário é o acesso ao saldo de cada usuário para a realização das transações, gerando um impasse em relação à privacidade dos dados.


“Razão pela qual o Banco Central tentou superar a questão da privacidade, mas caiu num dilema muito grave, que era: um, preservar a privacidade da pessoa; ou dois, afastar um pouco essa privacidade em razão de uma segurança e não foi possível chegar ao meio-termo disso”, pontua D’Urso.

Apesar da desistência no projeto, o especialista exalta a possibilidade do uso pelo órgão dos contratos inteligentes, sendo uma ferramenta útil para a segurança de transações futuras. “Isso traz uma segurança para as duas partes, afinal de contas ninguém quer tomar a primeira atitude, seja fazer o pagamento, seja assinar ali o documento que transfere a propriedade do veículo”, finaliza.

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