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CPI não encontrará tráfico de influência nos financiamentos do BNDES, diz diretor

Economia|Do R7

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O diretor de Planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), João Carlos Ferraz, afirmou nesta sexta-feira, 16, que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades nas operações do banco há 60 dias tem razões de natureza política e não encontrará qualquer problema na instituição.

"Nada foi encontrado e não encontrarão nenhum caso de tráfico de influência em seus financiamentos. O BNDES tem 63 anos de lisura em financiamento. Quem viver verá", disse em participação em evento do Conselho Empresarial da América Latina (Ceal), no Rio.

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Ferraz demonstrou desconforto com algumas análises que classificou de "singelas" sobre o papel do banco, como a de que "os recursos são subsidiados", sem levar em conta o fato de que houve uma decisão no País em 1988 de financiar o longo prazo com a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), mais baixa que a taxa básica de juros (a Selic) por termos um sistema indexado e complexo. "O BNDES faz e presta contas do que lhe foi atribuído", afirmou.

O executivo falou ainda sobre as críticas aos financiamentos às exportações de serviços, destacando que isso é parte do papel do banco enquanto apoiador das empresas brasileiras que buscam se fortalecer no exterior.

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"O BNDES está sofrendo muitas críticas por financiar (projetos de) infraestrutura fora do País, embora isso represente menos de 4% dos seus desembolsos. Tem algumas neuras ideológicas e políticas que são muito estranhas. Espero que a gente passe logo por isso", disse.

Petrobras

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O diretor de Planejamento do BNDES afirmou que a crise de corrupção vivida no momento "não é um escândalo da Petrobras". "A Petrobras é vítima de um grupo de pessoas mal intencionadas", fez questão de pontuar em um debate sobre as condições de investimento na América Latina, no Rio, e que abordou o tema governança.

Ferraz reagiu ao comentário do moderador Jorge Errazuriz, do BTG Pactual no Chile, sugerindo que sem "subsídios" do BNDES o Brasil não tem condições de viabilizar investimentos de longo prazo. O executivo destacou que a estrutura da taxa de juros do Brasil é "muito curta e muito alta".

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"O BNDES mitiga problemas estruturais. É um problema histórico, de governos anteriores", disse Ferraz.

O executivo do BNDES disse que um desafio do País é diversificar as fontes de financiamento de longo prazo e que o banco de fomento tem buscado estimular a participação do mercado de capitais, por exemplo, reduzindo custos de empréstimos a projetos que usarem mais debêntures para se financiar.

Reforçando a importância do avanço das concessões e de projetos de infraestrutura, Ferraz afirmou que apesar da perspectiva de queda dos desembolsos gerais do BNDES em 2015, os desembolsos para o setor devem crescer 5% em relação ao ano passado. "Temos uma carteira importante em infraestrutura e queríamos ter muito mais. E está na hora de dividir isso com o setor privado", afirmou.

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