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Crédito de R$ 20 bi para o Minha Casa, Minha Vida pode pressionar inflação, diz economista

Rodrigo Simões avalia que reforço ao programa habitacional atende à demanda social, mas alerta para impactos sobre juros e controle de preços

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo federal destinou R$ 20 bilhões para o programa Minha Casa, Minha Vida, visando ampliar o acesso à moradia e estimular o setor da construção civil.
  • O economista Rodrigo Simões destaca que a medida atende a uma demanda social importante, beneficiando famílias e impulsionando a economia.
  • Simões alerta que a injeção de recursos pode aumentar a pressão inflacionária, em um momento em que o Banco Central busca controlar a inflação.
  • O economista enfatiza a necessidade de equilibrar estímulos econômicos com responsabilidade fiscal, revisando gastos e benefícios fiscais ineficazes.

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O governo federal abriu um crédito suplementar de R$ 20,5 bilhões no Orçamento da União, dos quais R$ 20 bilhões serão destinados ao financiamento habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida. A medida busca ampliar o acesso à moradia e estimular setores ligados à construção civil, como a produção de materiais e a geração de empregos.

Para o economista Rodrigo Simões, a destinação dos recursos atende a uma demanda social relevante diante do déficit habitacional brasileiro. Segundo ele, o reforço ao programa pode beneficiar famílias que aguardam acesso à casa própria e impulsionar a atividade econômica em diferentes segmentos.


O especialista, no entanto, alertou para os possíveis efeitos da medida sobre a inflação. “Ao mesmo tempo que o Banco Central tenta pisar no freio, o governo pisa no acelerador”, afirma. Segundo ele, embora os recursos não representem um novo gasto dentro do arcabouço fiscal, a injeção de dinheiro na economia ocorre em um momento de pressão inflacionária persistente.

Na avaliação do economista, o desafio é equilibrar políticas de estímulo econômico com a responsabilidade fiscal. “Acho válida a decisão, mas a gente tem que entender o quanto isso impacta a inflação. Impactando a inflação, se impacta em juros por mais tempo”, diz. Simões também defende uma revisão de gastos considerados ineficientes e de benefícios fiscais cuja efetividade não seja comprovada.

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