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Crédito interessa ao governo, mas não a quem está endividado, alerta economista

Levantamento mostra que 44,11% da população adulta não conseguem quitar seus compromissos financeiros

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A inadimplência no Brasil atinge 73,7 milhões de pessoas, com destaque para a faixa etária de 30 a 39 anos.
  • 44,11% da população adulta não consegue quitar seus compromissos financeiros, um aumento de 10% em relação a fevereiro de 2025.
  • O economista Miguel Daoud alerta sobre a influência da inflação e da alta taxa de juros na dificuldade de pagamento das dívidas.
  • Recomenda-se que os inadimplentes analisem suas finanças e busquem orientação durante o Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A inadimplência dos brasileiros bateu um novo recorde e atinge 73,7 milhões de pessoas, com a maior parcela sendo na faixa dos 30 e 39 anos — o que representa mais de 18 milhões de pessoas.

Os dados do Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil demonstram que 44,11% da população adulta não conseguem quitar seus compromissos financeiros. Na comparação atual, o número de devedores cresceu 10% em relação a fevereiro de 2025 e 0,71% na comparação com o mês anterior.


A imagem mostra um close de uma mão digitando em uma máquina de cartão. A mão possui unhas pintadas em vermelho escuro. O equipamento está fixado em um suporte metálico inclinado. Os botões visíveis incluem teclas numéricas e as teclas coloridas típicas de confirmação (verde), correção (amarelo) e cancelamento (vermelho).
Economista defende medidas para a conscientização acerca do endividamento descontrolado Reprodução/Record News

Apesar do cenário desafiador, os consumidores podem renegociar seus débitos durante o Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), que acontece em todo o país até o dia 31 de março.

Para o economista Miguel Daoud, além de um sistema que induz a população a contrair débitos para além de seus orçamentos, a inflação e a alta taxa básica de juros, a Selic, causam uma espécie de “corrosão” da renda dos consumidores, o que gera mais dificuldades para o equilíbrio das contas.


Daoud ainda comenta a situação de quem recorre a meios de crédito, como o cartão e o cheque especial, que ultrapassam os 15% da Selic atualmente: “Então não existe, não tem como você pagar essa conta diante da sua necessidade. E o ser humano, ele busca proteção na expectativa de ter condição de pagar [...] porque realmente é muito difícil você conviver nesse cenário”.

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Em entrevista ao Alerta Brasil desta terça-feira (17), o economista recomenda que a população tenha uma consciência dos seus custos antes de contrair novas dívidas. Já para os inadimplentes, a orientação é sentar junto com a família e analisar todos os seus débitos para organizar a melhor estratégia para quitá-los.


Outro ponto ressaltado por ele são medidas institucionais para a conscientização da população acerca das consequências do endividamento descontrolado, com atuação de psicólogos e outros profissionais, assim como é feito em campanhas contra golpes.

“Então você está sendo alvo, sendo bombardeado pela questão de crédito porque, pro governo, pro sistema, interessa o crédito pro país continuar crescendo, mas só que acaba tendo um limite, e o limite é exatamente esse. Infelizmente, ali, a gente não tem muita alternativa, a não ser que as pessoas que estejam nos ouvindo tenham consciência de que esse não é o melhor caminho; o endividamento descontrolado aqui não vai conseguir pagar”, finaliza.

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