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Crescimento da indústria do Brasil acelera em novembro com demanda mais forte, diz PMI

Economia|Do R7

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Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - O crescimento da indústria brasileira engrenou em novembro e mostrou aceleração diante da demanda forte, com a produção em alta e o sentimento em relação aos negócios atingindo máxima de sete meses, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta segunda-feira.

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O PMI de indústria do Brasil subiu a 52,9 em novembro de 52,2 em outubro, informou o IHS Markit, explicando que essa foi a segunda melhora mais forte nas condições do setor em nove meses, com destaque para a categoria de bens intermediários.

Com isso, o indicador permanece acima da marca de 50, que separa crescimento de contração.

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"É tranquilizador ver que a indústria do Brasil se manteve forte em novembro. Animados por uma alta nas novas encomendas do mercado doméstico, melhor do que o visto no mês passado, os produtores de bens elevaram a produção", destacou a economista do IHS Markit Pollyanna De Lima.

As empresas consultadas indicaram que o fortalecimento das condições da demanda sustentou o aumento nas entradas de novos trabalhos, com crescimento acentuado das vendas em novembro.

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Entretanto, os novos trabalhos foram gerados principalmente pelo mercado interno, uma vez que os exportadores brasileiros registraram novo declínio nas vendas para o exterior --foi a queda mais rápida desde o final de 2016, com fraca demanda principalmente de países da América Latina.

Com isso, o volume de produção do setor industrial brasileiro cresceu pelo quarto mês seguido em novembro, no ritmo mais rápido desde março de 2018.

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Entretanto, a criação de empregos não mostrou força significativa, permanecendo fraca.

A taxa de câmbio desfavorável levou os preços dos insumos a aumentar no mês, mas ao mesmo tempo a inflação de preços cobrados moderou em relação a outubro.

Já o nível de sentimento positivo alcançou máxima de sete meses no mês, uma vez que os produtores esperam que a aprovação de reformas públicas, quantidades maiores de venda, condições econômicas melhores, investimentos e diversificação de produtos ajudem no crescimento da produção no próximo ano.

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