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Crescimento da indústria do Brasil perde força em março com desaceleração de encomendas, mostra PMI

Economia|Do R7

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Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - O crescimento da indústria brasileira perdeu força em março em meio ao menor número de encomendas e à fraqueza do emprego, com queda nas exportações, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta segunda-feira.

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O PMI da indústria calculado pelo IHS Markit caiu a 52,8 em março, de 53,4 no mês anterior, quando chegou à máxima de 11 meses. Apesar da desaceleração, o índice permanece acima da marca de 50, o que indica expansão.

No mês, a criação de empregos no setor industrial foi a mais fraca na atual sequência de três meses de expansão. Enquanto algumas empresas contrataram pessoal extra devido ao crescimento da demanda e à necessidade de trabalho qualificado, outras cortaram vagas como redução de custos.

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O aumento das novas encomendas diminuiu em relação ao mês anterior, mas ainda permaneceu sólido, com as empresas relatando consumo maior, conquistas de novos clientes e demanda doméstica mais forte.

As vendas para exportação caíram pelo quarto mês seguido, com a garantia de novos trabalhos em empresas que se beneficiaram da fraqueza do real compensando apenas parcialmente a contração naquelas que citaram demanda global fraca.

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A produção, por sua vez, aumentou pelo nono mês seguido em março e no ritmo mais forte em um ano, mas parte dos produtos foi colocada em estoque.

A inflação dos preços de insumo atingiu o nível mais forte em cinco meses, segundo os entrevistados, devido à depreciação do real. Da mesma maneira, os preços cobrados na saída subiram no ritmo mais veloz em cinco meses.

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"As empresas elevaram suas taxas de cobrança no maior ritmo em cinco meses, fator que pode explicar a desaceleração no crescimento das novas encomendas e destaca o alto grau da sensibilidade de preços entre os clientes", avaliou a economista do IHS Markit Pollyanna de Lima.

Mas a confiança dos empresários permaneceu positiva em março, com previsões de maior expansão da base de clientes, expansão da capacidade, investimentos em maquinário e políticas públicas de suporte para ampliar a produção ao longo dos próximos 12 anos.

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