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Demanda da China por cobre e petróleo deve seguir alta, mas de minério pode cair

Economia|Do R7

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As perspectivas para a demanda da China por commodities neste ano são mistas, afirmaram analistas do Citi em relatório. "As importações de cobre e petróleo provavelmente continuarão fortes, enquanto as de minério de ferro provavelmente diminuirão", preveem os analistas. Dados divulgados esta noite pelo governo chinês mostraram aumento anual de 26% nas importações de cobre, 9% nas de petróleo e 11% nas de minério.

Ivan Szpakowski, analista do Citi, comentou que o crescimento das importações de petróleo pela China em dezembro foi puxado pela queda nos preços internacionais da commodity, pela melhora na margem de refino doméstica e pela demanda por derivados. "Os dois primeiros fatores deverão prosseguir no começo de 2016, quando ainda devemos ver níveis de importação de petróleo bruto muito fortes", disse.

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Com relação ao minério de ferro, o Citi prevê que a demanda chinesa vai diminuir para 942 milhões de toneladas neste ano, de 953 milhões de toneladas em 2015. "Fundamentalmente, a demanda doméstica chinesa continua se contraindo e reduções no setor de siderurgia serão necessários", diz o relatório do banco.

O Citi também comentou o piso anunciado hoje pelo governo chinês para os preços de derivados de petróleo. Na opinião de Szpakowski, a decisão é negativa para a demanda global pela commodity. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, na sigla em inglês) informou que um novo mecanismo para gasolina, diesel e outros produtos impedirá ajustes nos preços quando os contratos internacionais de petróleo bruto estiverem abaixo de US$ 40 por barril.

"Embora as margens das refinarias possam melhorar com essa mudança, o impacto líquido provavelmente será negativo para a demanda tanto por petróleo bruto quanto por derivados em razão da perda da contribuição positiva da elasticidade dos preços", afirmou o analista. Fonte: Dow Jones Newswires.

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