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Descontos beneficiam sete em cada dez compradores de imóveis, maior nível em três anos

Abatimentos mais frequentes não refletem no patamar dos descontos e nem impulsiona o volume de aquisições no segundo trimestre, mostra Raio-X FipeZAP+

Economia|Do R7

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Potenciais compradores são os únicos que apostam em queda do valor dos imóveis
Potenciais compradores são os únicos que apostam em queda do valor dos imóveis

O volume de compra de imóveis efetivadas com desconto sobre o valor anunciado saltou 11 pontos percentuais, de 58% para 69%, e fechou o segundo trimestre no maior patamar dos últimos três anos, mostram dados do Raio-X FipeZAP+.

O crescimento das negociações com desconto, no entanto, não resultou na elevação do abatimento médio em relação ao valor pelo qual o imóvel foi originalmente anunciado no mercado.


No acumulado dos últimos 12 meses, o percentual médio de desconto se manteve praticamente estável, em torno de 8%, preservando assim o menor patamar da série histórica do indicador, iniciada em 2014.

Os descontos também foram insuficientes para aumentar o número de compradores de imóveis, percentual que caiu de 10% para 9% entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, de acordo com o estudo.


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Em relação ao tipo do imóvel adquirido, a maioria dos compradores mencionou a preferência por imóveis usados (67%). Entre os objetivos declarados, a destinação para “moradia” prevaleceu, abrangendo 61% desse público, ante a finalidade “investimento” (39%).

Considerando apenas aqueles que adquiriram o imóvel para morar, a opção de ingressar no local com alguém segue majoritária (59%). Os investidores, por sua vez, desejam alugar o imóvel para obtenção de renda predominou entre os participantes (79%).


Preços

A pesquisa também identifica as percepções sobre o atual preço dos imóveis no Brasil. A parcela de respondentes que classificavam os valores dos empreendimentos como “altos ou muito altos” recuou de 76% (segundo trimestre de 2022) para 72%, na amostra sobre o período entre abril e junho deste ano.

Paralelamente, o percentual de respondentes que enxergavam os preços atuais dos imóveis como “razoáveis” oscilou de 17% para 18%, assim como a percepção de que os preços atuais se encontravam em níveis “baixos ou muito baixos”, que passou de 2% para 4%.

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Em relação à expectativa de preços para os próximos 12 meses, a leitura revela uma queda no percentual de respondentes que projetavam alta nominal no valor dos imóveis, de 39%, para 32%, entre o segundo semestre do ano passado e o mesmo período deste ano.

A participação de respondentes que partilham de uma expectativa de manutenção dos preços atuais oscilou de 23% para 24% no período, em paralelo ao discreto aumento observado no grupo de dos que apostavam na queda para os preços (de 13% para 14%).

Em termos de variação esperada para os preços, a maior alta nominal é projetada por compradores que adquiriram imóveis recentemente (6,5%), em contraste com a expectativa de alta moderada informada por proprietários (3,7%) e, sobretudo, pelo ligeiro recuo esperado por compradores potenciais (-0,5%).

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