Desemprego entre jovens de 18 a 24 anos recua de 25,2% para 14,3% em cinco anos
Estudo do Ministério do Trabalho analisa ocupação, desemprego, informalidade, estágios e aprendizes entre adolescentes e jovens de 14 a 24 anos
Economia|Do R7, em Brasília

O desemprego entre jovens de 18 a 24 anos caiu de 25,2% no final de 2019 para 14,3% no último trimestre de 2024, segundo a pesquisa divulgada pelo Ministério do Trabalho. A redução expressiva representa queda de 4,8 milhões para 2,4 milhões no número de desempregados da faixa etária.
A maior retração nas taxas ocorreu nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. No Sudeste, a taxa recuou de 26,5% para 14%; no Sul, de 17,5% para 8,2%; no Centro-Oeste, de 23,5% para 12,5%. As regiões Nordeste e Norte também registraram queda, ainda que em ritmo mais moderado.
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O estudo analisa ainda o cenário da ocupação juvenil no país. O número de jovens de 14 a 24 anos ocupados cresceu de 14,2 milhões para 14,5 milhões no mesmo período. A informalidade entre esses trabalhadores diminuiu de 48% para 44%, embora continue alta no Norte e Nordeste, onde alcança 60%.
A pesquisa também aponta avanço no número de estagiários, que passou de 642 mil em 2023 para 990 mil em 2025, com predomínio feminino. Já o número de aprendizes atingiu 633.720 em fevereiro de 2025, com média salarial de R$914,59.
Meninas fora do trabalho
A condição de não estudam e não trabalham representa os menores números da série. No 4º trimestre de 2024, alcançava 1,962 milhões de meninos de 18 a 24 anos e e 3,317 milhões de meninas de 18 a 24 anos, parte significativa delas com filhos pequeno. Segundo a subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, Paula Montagner, muitos jovens, principalmente as meninas e mulheres, continuam em casa cuidando dos irmãos ou dos próprios filhos. “Quando a gente olha para o mercado de trabalho, ela não está lá, ela não tá gerando renda. E goje nçao estar estudando possa a vir ser um problema no futuro”, afirma.
Inteligência artificial
Outro tema abordado é o impacto da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho. O documento indica que ocupações de suporte administrativo e de escrituração são as mais suscetíveis à automação, enquanto reforça a necessidade de maior qualificação técnica e tecnológica entre os jovens.
Entre os motivos para desligamentos voluntários, os principais são a busca por novos empregos, insatisfação salarial, estresse relacionado ao ambiente de trabalho e falta de reconhecimento. Problemas éticos e ausência de flexibilidade na jornada também aparecem entre as causas apontadas.
O estudo enfatiza ainda a necessidade de elevar a escolaridade, fortalecer a articulação entre educação e trabalho e ampliar o acesso à formação em novas tecnologias, especialmente para jovens fora do mercado e para jovens mães.
Veja os principais números:
- População jovem: 33,6 milhões (16% do total)
- Taxa de desemprego: queda de 25,2% (2019) para 14,3% (2024)
- Informalidade: redução de 48% para 44% (exceto Norte/Nordeste com 60%)
- Estágios: crescimento de 642 mil (2023) para 990 mil (2025), com predominância feminina
- Aprendizes em TI aumentaram 127% entre 2022-2024
- 75% dos estagiários vinculados ao ensino superior
- 36% dos jovens trocaram de emprego por salários baixos
- 26% citaram saúde mental como fator decisivo
- 28% mencionaram questões éticas nas empresas
- 20% buscaram maior flexibilidade de horários
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