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Diesel sobe até R$ 0,90 em estados após alta do petróleo com conflito no Oriente Médio

Oscilação acontece pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do petróleo consumido globalmente

Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A alta no preço do diesel, que chegou a R$ 0,90 em alguns estados, é causada pelo conflito no Oriente Médio e o bloqueio do Estreito de Ormuz.
  • O preço do barril de petróleo Brent aumentou 16%, passando de US$ 73,19 para US$ 85.
  • Estados como São Paulo e Espírito Santo registraram reajustes nos preços do diesel e gasolina, enquanto Tocantins não anunciou aumento significativo na gasolina.
  • Economistas alertam que a instabilidade no mercado petrolífero pode afetar a inflação e a economia global, mesmo sem dependência direta do petróleo iraniano pelo Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Aumento do diesel e da gasolina é observado em postos do país Marcelo Camargo/Agência Brasil

O conflito no Oriente Médio, envolvendo os Estados Unidos, Irã e Israel, gerou alta no preço dos combustíveis em alguns estados brasileiros e no Distrito Federal, com o diesel ficando R$ 0,90 mais caro em alguns locais do país.

A oscilação se dá, principalmente, pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do petróleo consumido globalmente.


Na tarde de quinta-feira (5), por exemplo, o preço do barril de Brent (como é chamada a referência para o preço do petróleo) era US$ 85, um aumento de 16% quando comparado ao valor registrado um dia antes da escalada do conflito, de US$ 73,19.

Em meio ao cenário, o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) espera uma alteração do patamar de preços do petróleo e do gás natural.


No Distrito Federal, por exemplo, o Sindicombustíveis anunciou, na quinta-feira (5), um aumento de R$ 0,20 no litro do diesel e R$ 0,03 na gasolina. O reajuste ocorre mesmo com a queda do anidro, aditivo em combustíveis, nas últimas duas semanas.

No Espírito Santo, o diesel S10 teve um reajuste máximo de R$ 0,20 na distribuidora entre os dias 27 de fevereiro e 3 de março. Nesse período, o valor mínimo vendido pelas distribuidoras passou de R$ 5,26 para R$ 5,28.


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Apesar de menor, a gasolina também teve alterações no estado, sendo vendida pelas distribuidoras a um preço máximo de R$ 5,91, um aumento de R$ 0,02.

Na mesma linha, em São Paulo houve um aumento de R$ 0,20 no diesel e R$ 0,02 na gasolina (confira abaixo os outros estados que tiveram reajustes).


Na contramão desses estados, Tocantins informou que, até o momento, não há registro de aumento nos preços da gasolina nas bombas no estado em decorrência do conflito no Oriente Médio. Porém, o diesel sofreu ajustes pontuais nas distribuidoras, movimento que começa a ser observado também em alguns postos.

O presidente do Sindiposto-TO, Wilber Silvano, explica que a instabilidade no mercado internacional de petróleo tende a trazer um comportamento diferente entre os combustíveis.

“O diesel costuma reagir mais rapidamente às oscilações externas, por ser um produto mais sensível às variações do mercado internacional. Já a gasolina, até agora, não apresentou esse mesmo movimento de reajuste nas bombas no Tocantins”, explica.

Veja outros estados que passaram por reajuste

  • Santa Catarina: aumento de R$ 0,31 por litro no óleo diesel;
  • Pará: R$ 0,30 por litro na gasolina e de até R$ 0,90 por litro no diesel em alguns fornecedores;
  • Goiás: até R$ 0,50 no litro do diesel;
  • Paraná: R$ 0,60 no diesel e ao menos R$ 0,10 na gasolina.

🔎 Os valores variam conforme o posto de cada estado

O conflito

A instabilidade no Estreito de Ormuz, majoritariamente controlado pelo Irã, tende a ampliar a volatilidade nos mercados internacionais e a pressionar os preços do petróleo, com potenciais efeitos sobre a economia global em termos de inflação, juros e crescimento econômico.

A economista Patricia Tendolini, coordenadora dos cursos de negócios internacionais e relações internacionais da PUCPR, explica que, apesar de o Brasil não depender do petróleo iraniano, a restrição pode afetar os preços no país.

“Ainda que o Brasil não dependa diretamente do petróleo iraniano, aumentos persistentes na cotação internacional podem repercutir sobre a inflação doméstica, custos de transporte, expectativas macroeconômicas e decisões de política monetária, sem contar os efeitos indiretos de uma piora da economia global”, disse.

Em nota, o IBP disse que o Brasil se apresenta como um fornecedor seguro e confiável em um ambiente de negócios estável, além de oferecer um petróleo de excelente qualidade, com baixo teor de enxofre e baixa emissão de carbono.

“Eventuais bloqueios ou ataques à infraestrutura da região podem causar severas disrupções, afetando prioritariamente o abastecimento de grandes economias asiáticas como China, Índia e Japão. A perda de competitividade dessas economias e a pressão sobre os preços do petróleo e gás natural são consequências diretas caso as hostilidades se prolonguem”, diz o comunicado.

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