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Dinheiro esquecido em bancos sobe para R$ 5,8 bi em agosto

Segundo o Banco Central, montante engloba 26,3 milhões de pessoas físicas e jurídicas; maior parte tem direito a resgatar até R$ 10

Economia|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Banco Central informou que há R$ 5,79 bilhões em dinheiro esquecido em instituições financeiras, disponíveis para resgate através do Sistema Valores a Receber (SVR).
  • A maior parte dos valores pertence a pessoas físicas, totalizando R$ 4,31 bilhões, enquanto R$ 1,48 bilhão é destinado a empresas.
  • O montante aumentou 2,6% em relação ao mês anterior, após parte do dinheiro ser transferida para o programa de renegociação de dívidas do governo federal.
  • O Banco Central alerta que o serviço de consulta e resgate é gratuito, e orienta a evitar fraudes, realizando consultas apenas pelo sistema oficial.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Valor representa uma alta de 2,6% em relação aos R$ 5,65 bilhões registrados em julho José Cruz/Agência Brasil - Arquivo

O Banco Central informou nesta terça-feira (13) que ainda há R$ 5,79 bilhões em dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras. Os valores, contabilizados até agosto de 2026, podem ser consultados por pessoas físicas e empresas por meio do SVR (Sistema Valores a Receber).

Do total disponível, R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,94 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,48 bilhão são destinados a 2,36 milhões de empresas.

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O montante representa uma alta de 2,6% em relação aos R$ 5,65 bilhões registrados no mês anterior, indicando uma retomada do crescimento dos recursos disponíveis para resgate após a redução provocada pela transferência de parte do dinheiro para o programa de renegociação de dívidas do governo federal.

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Distribuição dos recursos

Os recursos estão distribuídos entre diferentes tipos de instituições financeiras. Os bancos concentram a maior parcela do montante disponível.

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Confira a distribuição:

  • Bancos: R$ 2,46 bilhões, o equivalente a 42,4% do total;
  • Administradoras de consórcios: R$ 1,97 bilhão;
  • Cooperativas de crédito: R$ 805,6 milhões;
  • Instituições de pagamento: R$ 369,6 milhões;
  • Financeiras: R$ 121 milhões;
  • Corretoras e distribuidoras: R$ 68 milhões;
  • Outras instituições: R$ 5 milhões.

A maioria dos beneficiários tem direito a quantias pequenas. Segundo os dados divulgados:

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  • 69,4% dos valores a receber são de até R$ 10;
  • 18,95% estão na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100;
  • 9,39% variam de R$ 100,01 a R$ 1 mil;
  • 2,21% dos beneficiários têm valores superiores a R$ 1 mil para resgatar.

Como consultar valores

A consulta deve ser feita exclusivamente pelo Sistema Valores a Receber, do Banco Central. O procedimento permite verificar se há dinheiro disponível e identificar a instituição responsável pela devolução.

Para consultar, é necessário informar o CPF e a data de nascimento, no caso de pessoas físicas, ou os dados da empresa, conforme solicitado pelo sistema.

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Para solicitar o resgate, o interessado deve seguir as orientações apresentadas na plataforma. Quando a devolução por Pix estiver disponível, o valor poderá ser transferido em até 12 dias úteis, segundo as instruções do serviço.

Confira as etapas:

  1. Acesse o site oficial do Sistema Valores a Receber;
  2. Faça a consulta dos valores disponíveis;
  3. Entre no sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, quando solicitado para o resgate;
  4. Leia e aceite o termo de responsabilidade;
  5. Confira o valor e a instituição responsável pelo pagamento;
  6. Selecione a opção de resgate disponível e siga as instruções.

Quem não possui chave Pix deverá entrar em contato com a instituição financeira indicada pelo sistema para combinar outra forma de recebimento.

No caso de valores pertencentes a pessoas falecidas, a consulta e a solicitação devem ser feitas por herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais, conforme as exigências do sistema e da instituição financeira.

De onde vem o dinheiro?

O chamado dinheiro esquecido corresponde a recursos que pertencem a clientes, mas permaneceram em instituições financeiras sem resgate. Entre as principais situações estão:

  • Contas correntes ou poupanças encerradas com saldo disponível;
  • Tarifas ou parcelas de operações de crédito cobradas indevidamente;
  • Recursos de grupos de consórcio encerrados;
  • Valores de contas de pagamento pré-pagas ou pós-pagas encerradas;
  • Cotas de capital e sobras líquidas de cooperativas de crédito;
  • Saldos remanescentes em contas encerradas de corretoras e distribuidoras.

O sistema reúne informações fornecidas pelas instituições participantes e permite que os titulares verifiquem a existência de recursos a receber.

Atenção aos golpes

O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e que não é necessário pagar intermediários para consultar ou recuperar os valores.

Para evitar fraudes, é importante observar algumas recomendações:

  • Utilize somente o endereço oficial do Banco Central;
  • Não clique em links suspeitos enviados por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens;
  • Não compartilhe senhas ou códigos de acesso;
  • Desconfie de cobranças antecipadas para liberar o dinheiro;

O Banco Central reforça que não envia links nem entra em contato para solicitar dados pessoais ou confirmar informações sobre valores a receber.

A consulta pelo sistema oficial é a forma indicada para verificar a existência de recursos e conhecer os procedimentos para solicitar a devolução.

Recursos para o Desenrola

Em maio, o governo anunciou o uso de recursos esquecidos em instituições financeiras para viabilizar o Desenrola 2.0, programa voltado à renegociação de dívidas.

No fim daquele mês, cerca de R$ 5,7 bilhões foram transferidos para o FGO (Fundo de Garantia de Operações), mecanismo que oferece garantias às instituições financeiras em operações de crédito.

Na prática, o fundo pode cobrir parte das perdas dos bancos em caso de inadimplência dos tomadores de empréstimos.

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Segundo o governo, 10% do saldo transferido ficariam segregados para atender a eventuais pedidos de resgate dos titulares dos recursos.

A operação passou a ser investigada pelo TCU (Tribunal de Contas da União), que apura o uso de recursos em programas federais fora do Orçamento da União.

A preocupação envolve o fato de que valores movimentados fora do orçamento não ficam submetidos aos mesmos limites fiscais aplicáveis às despesas públicas. A inclusão formal desses gastos poderia exigir o bloqueio de outras despesas discricionárias do governo.

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