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Diretora pede vistas e Aneel adia decisão sobre recálculo de indicador da Cemig

Economia|Do R7

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Por Luciano Costa

(Reuters) - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou decisão sobre processo que avalia a necessidade de a Cemig reprocessar o cálculo de seus indicadores de qualidade do serviço referentes a 2016, após pedido de vistas da diretora Elisa Bastos durante a discussão do caso nesta terça-feira.

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O pedido de vistas veio depois de diretores da Aneel terem sinalizado intenção de seguir o voto do relator do processo, diretor Efraim da Cruz, que defendeu que a estatal mineira não seguiu os procedimentos regulatórios para definição dos indicadores e exigiu um recálculo dos números em 30 dias.

O relator também defendeu manter uma penalidade de 12,5 milhões de reais já aplicada à empresa pelos problemas com os indicadores.

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A diretora Elisa, no entanto, pediu vistas, afirmando que entendia ser necessária uma melhor avaliação sobre a questão jurídica do caso e a dosimetria da penalidade aplicada à companhia.

Mais cedo, a diretora argumentou que os indicadores de qualidade são importantes porque influenciam o processo de definição das tarifas que podem ser cobradas pelas empresas.

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"Por isso se faz necessário que essas concessionárias sigam rigorosamente as normas dessa agência, para não onerar equivocadamente as tarifas e oferecer um serviço de qualidade ao consumidor final", afirmou.

As tarifas da Cemig subiram em média 23% após processo de revisão tarifária em maio do ano passado, quando a Aneel já avaliava possíveis falhas no cálculo de indicadores da Cemig em 2016 e também em 2017.

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Durante a discussão do processo sobre os indicadores de 2016 nesta terça-feira, a Cemig tentou converter a penalidade em advertência ou em um termo de ajuste de conduta (TAC), possibilidades rejeitadas pelos diretores.

A elétrica mineira afirmou ainda avaliar que mesmo após o recálculo os indicadores ficarão acima do nível mínimo de qualidade exigido pela Aneel.

A regulamentação do setor elétrico permite à Aneel abrir processo para revogar a concessão de distribuidoras que deixem de cumprir com os indicadores de qualidade por dois anos consecutivos.

Além dos números de 2016, a Aneel também já aplicou penalidade à Cemig por falhas na apuração dos indicadores de qualidade de 2017. Juntas, as multas somaram cerca de 27,5 milhões de reais.

A Cemig-D, subsidiária da Cemig responsável pela distribuição de eletricidade em Minas Gerais, é a maior concessionária do país em número de clientes, com 8,4 milhões de unidades consumidoras.

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(Por Luciano Costa, de São Paulo)

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