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Dólar cai 0,82% e vai abaixo de R$ 2,25 após pesquisas eleitorais

Moeda norte-americana fechou esta quarta-feira (27) em R$ 2,2456

Economia|Do R7

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Dólar terminou a quarta-feira (27) cotado em R$ 2,2456
Dólar terminou a quarta-feira (27) cotado em R$ 2,2456

O dólar fechou em queda de quase 1% nesta quarta-feira (27) e abaixo de R$ 2,25 pela primeira vez em quase um mês, reagindo a novas pesquisas eleitorais que mostraram que as chances de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) diminuíram.

A moeda norte-americana caiu 0,82%, a R$ 2,2456 na venda, após chegar a R$ 2,2426 na mínima do dia. Trata-se do nível mais baixo de fechamento desde 30 de julho, quando terminou em R$ 2,2427.


Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,5 bilhão de dólares (cerca de R$ 3,3 bilhões).

Segundo o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira, o mercado escolheu: quando a Dilma sobe, o viés é de alta do dólar e quando a Dilma cai, o viés é de baixa.


Duas pesquisas eleitoras divulgadas nas últimas 24h mostraram a candidata Marina Silva (PSB) vencendo a candidata petista em um eventual segundo turno das eleições.

Na véspera, o dólar já havia caído mais de 1% com o mercado especulando sobre o resultado da pesquisa Ibope, divulgada após o fechamento dos negócios. A pesquisa mostrou Marina 10 pontos à frente de Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno, mas ainda atrás de Dilma, e 9 pontos acima da presidente em um eventual segundo turno.


Nesta manhã, pesquisa CNT/MDA apontou na mesma direção, também mostrando Marina superando Dilma em um segundo turno.

A queda do dólar ganhou força no fim da sessão, reagindo a um fluxo de entrada de divisas. Com isso, o dólar rompeu o suporte dos R$ 2,25 e, segundo operadores, desencadeou uma série de operações de "stop-loss" — vendas de divisa desencadeadas automaticamente com o objetivo de limitar perdas.


O patamar de 2,25 reais tem sido identificado como um piso informal por alguns analistas, que acreditam que o recente bom humor com o cenário eleitoral não é suficiente para sustentar o dólar abaixo desse nível.

Isso porque, por um lado, na avaliação de alguns operadores, é cedo demais para apostar firmemente na vitória de Marina Silva, pois acreditam que as pesquisas divulgadas até agora foram influenciadas pela comoção com a morte trágica do então candidato do PSB Eduardo Campos, e que esse efeito pode se dissipar em breve.

Por outro lado, embora agentes do mercado prefiram Marina à Dilma, há dúvidas sobre as propostas da ex-senadora e de sua capacidade de governança.

De acordo com o operador de câmbio da corretora Fair Luiz Souza, depois das eleições, a tendência é de alta do dólar

— O mercado vai querer que ela (Marina) mostre a que veio.

Luiz acrescentou, em referência a uma possível cenário de vitória da ex-senadora nas eleições de outubro.

Pela manhã, o Banco Central vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Formam vendidos 2 mil contratos para 1º de junho e 2 mil para 1º de setembro de 2015, com volume correspondente a US$ 197,5 milhões (Cerca de R$ 443,9 milhões).

O BC também vendeu a oferta integral de até 10 mil contratos para rolar os swaps que vencem em 1º de setembro. Até agora, o BC rolou cerca de 84% do lote total, que corresponde a US$ 10,070 bilhões (cerca de R$ 22,6 bilhões).

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