Dólar cai ante o real, e Ibovespa recua de olho nas eleições
Mercado financeiro continua a ter fortes reações ao resultado do 1º turno, em que Flávio aparece à frente de Lula
Economia|Do R7, com a Reuters
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O resultado do primeiro turno das eleições no Brasil continua a gerar grandes impactos no dólar e na bolsa de valores nesta terça-feira (6). O dólar iniciou o dia com baixa no país, enquanto no exterior a moeda norte-americana também cedia ante boa parte das demais divisas.
Após operar em alta nos primeiros negócios desta terça, o Ibovespa também passou a cair, com o mercado fazendo ajustes após a disparada gerada nesta segunda-feira (5), um dia após Flávio Bolsonaro (PL) aparecer à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial.
Dólar cai ante o real com eleição
Às 9h49, o dólar à vista caía 0,75%, a R$ 4,9649 na venda.
O dólar futuro para novembro — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — tinha baixa de 0,80%, aos R$ 4,9850.
O dólar à vista encerrou a sessão de segunda-feira com queda de 4,12%, aos R$ 5,0022. Foi a maior queda diária em mais de 8 anos.
Nesta manhã de terça-feira, já após o impacto inicial do resultado, o dólar voltou a ceder ante o real, ainda que com variações menores, em movimento ajudado pelo exterior.
O dólar caía ante divisas fortes como a libra e o euro. Além disso, recuava ante moedas de países emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno.
A manhã também é até o momento de queda dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo Brent, para a faixa de US$ 97 o barril, apesar da continuidade do conflito no Oriente Médio.
Às 9h35, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,29%, a 101,860.
Às 11h30, o Banco Central realiza seu leilão regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 50.000 contratos para 3 de novembro.
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Ibovespa recua com ajustes
Às 11h35, o índice de referência do mercado acionário brasileiro caía 0,47%, a 205.945,43 pontos.
Na mínima, o Ibovespa atingiu 204.832,36 pontos, enquanto, na máxima, chegou a 209.522,60 pontos.
Após atingir os maiores níveis intradiários e de fechamento da história na segunda-feira (5), a bolsa brasileira passa por correções.
O economista e consultor financeiro da Manchester Investimentos, Leonardo Mendes, destacou que o movimento desta terça-feira nos mercados domésticos mostra uma continuidade da reprecificação dos ativos brasileiros, “mas naturalmente em uma intensidade bem menor depois do movimento excepcional de ontem”.
“Depois de uma valorização tão forte em um único pregão, é natural vermos realização e bastante volatilidade”, disse Mendes.
Ainda assim, mesmo com o recuo, o Ibovespa segue operando acima dos 200 mil pontos, próximo das máximas históricas.
Segundo os analistas do banco, para manter a tendência de alta, “o Ibovespa terá que continuar acima do suporte em 181.500 pontos”.
No exterior, o S&P 500 e o Nasdaq atingiram máximas recordes em Nova York, com o recuo dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo, enquanto os investidores aguardavam a próxima temporada de divulgação de balanços trimestrais. No horário acima, o S&P 500 avançava 0,60%.
Veja os destaques da Bolsa desta terça:
• PETROBRAS PN recuava 2,71% e PETROBRAS ON perdia 1,8%, na esteira do recuo do petróleo no exterior, com o Brent operando em queda de 1,71%.
• ITAÚ UNIBANCO PN subia 0,89%, BRADESCO PN avançava 2,52%, SANTANDER BRASIL UNIT subia 0,03% e BTG PACTUAL ia na contramão, recuando 3,83%.
• BANCO DO BRASIL ON recuava 6,23%, liderando as quedas do Ibovespa. Pela manhã, o JP Morgan rebaixou a recomendação para o papel de “neutro” para “underweight”.
• VALE ON recuava 1,81%. No setor, USIMINAS PNA recuava 1,47%, enquanto GERDAU PN registrava declínio de 1,24%.
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