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Dólar cai e vai à casa de R$3,17, com cena externa e expectativa de fluxo

Economia|Do R7

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Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda esta quinta-feira, indo ao patamar de 3,17 reais, sintonizado com o comportamento da moeda norte-americana no exterior e expectativas de entrada de recursos de fora, em meio a um tom mais otimista com a economia brasileira diante da perda de força da inflação.

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O dólar recuou 0,50 por cento, a 3,1756 reais na venda, depois de bater em 3,1532 reais na mínima do dia, com queda de mais de 1 por cento. O dólar futuro cedia cerca de 0,90 por cento no final da tarde.

Foi novamente a menor cotação de fechamento desde 8 de novembro passado (3,1674 reais), dia da eleição presidencial nos Estados Unidos e quando os mercados ainda acreditam na vitória da democrata Hillary Clinton, mas que acabou sendo derrotada por Donald Trump.

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"O corte (da Selic) também indicou maior confiança do Banco Central de que a inflação está caindo... Isso é uma leitura positiva para a retomada da atividade", resumiu o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.

Na noite passada, o BC surpreendeu ao reduzir a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, a 13 por cento ao ano, intensificando o ritmo de afrouxamento monetário para além do esperado pelo mercado diante de sinais de retomada econômica mais demorada após dois anos de profunda recessão.

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Também passou a ver a inflação abaixo do centro da meta neste ano, em 4 por cento, contra 4,4 por cento antes, sugerindo espaço suficiente para mais cortes robustos na Selic. Juros menores tendem a estimular o consumo por baratearem o crédito e ajudar na recuperação econômica.

Apesar do corte significativo da Selic, o juro doméstico seguia como o mais alto do mundo, segundo levantamento da Infinity Asset, o que mantinha a atratividade do Brasil aos investidores. Como o BC sinalizou que deve aprofundar os cortes, muitos investidores estrangeiros podem antecipar suas aplicações no Brasil.

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Essas expectativas de mais ingressos de recursos também eram alimentadas por emissões de empresas. Depois da Petrobras, a Fibria também anunciou captação no exterior.

A cena externa também contribuiu para a queda do dólar nesta sessão, com a moeda norte-americana recuando ante uma cesta de moedas e divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno, depois de o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, não ter trazido nada de alarmante em sua entrevista da véspera.

O recuo do dólar, no entanto, chegou a diminuir durante o pregão, com muitos investidores aproveitando os níveis de cotação para recompor carteiras. O movimento, no entanto, foi insuficiente para mudar a trajetória de queda.

Com a baixa da moeda norte-americana, cresciam nas mesas de operação expectativas sobre eventual atuação do BC no mercado de câmbio, já que patamares abaixo de 3,20 reais eram tidos como um sinal de alerta. A autoridade monetária não entra desde o dia 13 de dezembro.

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(Edição de Patrícia Duarte)

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