Dólar cai pela 6ª vez seguida e abre a semana abaixo de R$ 3,35
Queda de 0,81% da moeda dos EUA foi guiada por forte valorização dos preços do petróleo
Economia|Do R7

O dólar fechou a segunda-feira (12) em queda ante o real, pela sexta sessão consecutiva e foi abaixo do patamar de R$ 3,35, influenciado pelo comportamento da moeda norte-americana no exterior diante da forte valorização dos preços do petróleo.
O cenário político brasileiro conturbado, no entanto, havia feito a moeda norte-americana subir 1% ante o real mais cedo.
Na sessão, o dólar recuou 0,81%, a R$ 3,3455 na venda, acumulando perdas de 3,66% em seis pregões. Na máxima do dia, a moeda norte-americana marcou R$ 3,409, alta de 1,07%. O dólar futuro caía cerca de 0,9% no final desta tarde.
"O mercado internacional influenciou a virada do dólar, ajudado pelo leilão de swap do Banco Central", comentou o gerente de câmbio da corretora Fair, Mário Battistel, ao destacar o avanço do petróleo.
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No exterior, os preços do petróleo tinham forte alta. Os contratos futuros da commodity chegaram a subir 6,5%, atingindo máxima de 18 meses, após a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e alguns de seus rivais chegarem ao seu primeiro acordo desde 2001 para reduzir conjuntamente a produção, tentando combater o excesso de oferta global e aumentar os preços.
Ajudou também na queda do dólar a conclusão da rolagem, feita pelo BC brasileiro nesta sessão, dos swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, que vencem em janeiro e equivalentes a US$ 5 bilhões. No leilão de mais cedo, vendeu 9.995 swaps.
O próximo lote vence em 1º de fevereiro, correspondente a US$ 6,431 bilhões. No total, o estoque total de swaps tradicionais está em US$ 26,559 bilhões, segundo dados do BC. Pela manhã, o dólar avançou com força sobre o real após o vazamento de delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho, que citou recursos repassados a líderes peemedebistas.
O mercado também estava de olho na reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, na quarta-feira, com apostas amplamente majoritárias de que elevará os juros da maior economia do mundo. Importante também será a indicação de novos possíveis movimentos, após a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, que alimentou as preocupações de que sua política econômica será inflacionária e pode pressionar o Fed a elevar ainda mais os juros.















