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Dólar cai quase 2% e volta abaixo de R$4 com petróleo e otimismo global

Economia|Do R7

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Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda de quase 2 por cento e voltou abaixo de 4 reais nesta quarta-feira, refletindo o maior otimismo global diante do salto nos preços do petróleo em meio a expectativas de acordo para congelar a produção global da commodity.

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O dólar recuou 1,88 por cento, a 3,9940 reais na venda, maior queda de fechamento desde 28 de dezembro, quando caiu 2,10 por cento.

A moeda norte-americana chegou a recuar a 3,9670 reais na mínima da sessão, mas reduziu as perdas na reta final do pregão após a Standard & Poor's rebaixar a nota de crédito do Brasil para "BB", ante "BB+", mantendo a perspectiva negativa. O país já havia perdido o selo de bom pagador pela agência no ano passado.

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"A leitura de que há disposição de segurar os preços do petróleo fez muita gente desmontar apostas na alta do dólar", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

Os preços do petróleo subiram em torno de 7 por cento nesta sessão depois de o Irã expressar apoio à iniciativa encabeçada por Rússia e Arábia Saudita para congelar a produção de forma a impulsionar os preços, que caíram às mínimas em 12 anos na semana passada.

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O recuo recente do petróleo vem pressionando a demanda por ativos ligados a commodities, como moedas de países da América Latina. A pressão cambial levou o banco central do México a convocar reunião extraordinária e elevar os juros em 0,50 ponto percentual, para 3,75 por cento. O dólar recuava mais de 3 por cento na comparação com o peso mexicano.

Operadores salientaram que o mercado local deve continuar volátil nas próximas semanas, já que cenário político e econômico no Brasil continua difícil. "Acredito que o impeachment deve voltar à pauta nas próximas semanas e isso deve gerar bastante movimento no câmbio", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

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"Consideráveis" desafios políticos e econômicos levaram a S&P a rebaixar a nota de crédito do Brasil novamente, advertindo que pode piorar ainda mais a classificação do país. O dólar reduziu a queda frente ao real após a decisão, mas o impacto foi limitado porque o país já era classificado como grau especulativo pela agência.

"É um problema mais de médio prazo do que de curto prazo. Vai demorar mais para o Brasil recuperar o grau de investimento, porque é raro uma agência melhorar o rating duas vezes em um ano", disse o estrategista de renda fixa da corretora Coinvalores, Paulo Celso Nepomuceno.

Outro fator que tem trazido incertezas ao mercado é a política monetária norte-americana. Simultaneamente ao fechamento do mercado à vista, o Federal Reserve divulgou a ata de sua última reunião, revelando que autoridades do banco central norte-americano discutiram alterar a trajetória planejada de altas de juros neste ano devido ao aperto das condições financeiras globais.

Após a divulgação do documento, o dólar futuro ampliou levemente as perdas.

Nesta manhã, o Banco Central promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou 5,804 bilhões de dólares, ou cerca de 57 por cento do lote total, que equivale a 10,118 bilhões de dólares.

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(Por Bruno Federowski)

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