Economia Dólar deve aumentar ainda mais, dizem economistas

Dólar deve aumentar ainda mais, dizem economistas

Moeda americana fechou em R$ 3,74 nesta sexta-feira (18). Banco Central anunciou uma oferta adicional de swap cambial a partir de segunda (21)

Dólar deve aumentar ainda mais, dizem economistas

Dólar deve aumentar ainda mais, segundo economistas

Dólar deve aumentar ainda mais, segundo economistas

Gary Cameron/Reuters - 14.11.2014

O dólar comercial fechou a semana em R$ 3,74, maior valor desde março de 2016. A moeda norte-americana, que já ficou 14,7% mais cara só em 2018, deve continuar subindo nas próximas semanas, segundo economistas entrevistados pelo R7.

Para segurar a alta, o Banco Central informou na sexta-feira (18) que fará na segunda-feira (21) uma oferta adicional de swap cambial, quando o banco vende dólares no mercado futuro — essa operação aumenta a oferta da moeda no mercado e, consequentemente, diminui o seu valor.

No entanto, o anúncio da autoridade monetária, apesar de importante, não será suficiente para segurar o preço do dólar, segundo o economista-chefe da Spinelli Corretora de Valores, André Perfeito.

— Talvez segure um pouco, mas swap por si só não resolve.

Isso porque a alta da moeda está relacionada a uma junção de fatores internos e externos. Um dos motivos é a eleição presidencial de 2018. 

— A situação do estresse doméstico, com a disputa eleitoral, vai permanecer. Cada vez mais fica eminente que um nome que não é do mercado é quem vai ganhar.

Outro ponto levantado pelo professor Sandro Maskio, coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista, é a baixa taxa de juros.

— O Brasil necessita de poupança externa. Com a taxa de juros baixa, não atrai investimento externo. Pelo contrário, propicia a saída, e essa saída acaba pressionando a taxa de câmbio [para cima].

Ainda segundo os economistas, soma-se aos fatores domésticos a incerteza em relação às medidas protecionistas dos norte-americanos. O mercado monitora pistas sobre uma alta de juros nos Estados Unidos, o que faria com que o país ficasse mais atraente do que o Brasil para investimentos, valorizando ainda mais o dólar em relação ao real.