Economia Dólar mantém trajetória de alta e fecha em R$3,74 

Dólar mantém trajetória de alta e fecha em R$3,74 

Moeda sobe pela quarta semana seguida e cotação desta sexta-feira (18) é a maior desde março de 2016

Dólar, Dinheiro - 800

Dólar, Dinheiro - 800

Jose Luis Gonzalez/Illustration/Reuters

O dólar comercial fechou o sexto dia de alta nesta sexta-feira (18). A moeda teve uma valorização de 1,04% e ficou cotada em R$ 3,74 na venda. 

É o maior fechamento desde 15 de março de 2016, quando fechou em R$ 3,763. Foi a sexta sessão consecutiva de elevação, período no qual subiu 5,44%. Também foi a quarta semana seguida de valorização, período no qual o dólar ficou 9,61 por cento mais caro. Na semana, o dólar ficou 3,85 % mais caro no Brasil.

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Na máxima da sessão, a moeda chegou a 3,7774 reais, com um movimento de zeragem de posições vendidas, quando o investidor se desfaz de posições que apostam na queda do dólar. O dólar futuro tinha alta de 1,15 por cento.

Com essa forte valorização no pico do pregão, os profissionais das mesas estavam se questionando se o BC iria ampliar sua intervenção no câmbio, para além da rolagem de contratos de swap cambial, que equivalem à venda futura da moeda.

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"O dólar vai continuar subindo aqui enquanto lá fora a moeda não acalmar", destacou um gestor de derivativos de uma corretora local.

No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas, ajudado pela fraqueza do euro em meio à cautela dos investidores com as incertezas políticas na Itália.

O índice do dólar subiu 5 por cento desde meados de fevereiro, com os investidores apostando que a taxa de juros nos Estados Unidos terá que subir mais para conter a inflação

A moeda norte-americana também tinha alta firme ante as divisas de países emergentes, como a lira turca e o peso chileno.

Internamente, apesar da forte valorização da moeda norte-americana nos últimos dias, que ajudou o Banco Central a se decidir por manter a Selic em 6,50 por cento ao ano no seu encontro de política monetária desta semana, a autoridade monetária não promoveu por ora mudanças em sua política de swaps.

"Uma atuação mais firme por parte do Banco Central poderia contribuir para aliviar a pressão no câmbio", acredita o gestor citado acima.

Nesta sessão, o BC vendeu os 5 mil novos contratos de swaps cambiais tradicionais --equivalentes à venda futura de dólares--, totalizando 1,250 bilhão de dólares em cinco dias de leilões.

Também vendeu integralmente os 4.225 de swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, já rolando 4,171 bilhões de dólares do total de 5,650 bilhões de dólares que vencem em junho.

"O discurso do BC de que o movimento do dólar está alinhado ao exterior tem um limite. Seria prudente atuar (com mais firmeza) para conter a volatilidade. O movimento de alta do dólar está muito rápido", avaliou o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado.