Dólar fecha acima de R$ 4,21 e bate novo recorde histórico

Alta de 0,53% desta segunda-feira (25) fez a moeda norte-americana fechar o dia cotada a R$ 4,2150

Dólar renovou recorde marcado na semana passada

Dólar renovou recorde marcado na semana passada

Rick Wilking/Reuters

O dólar fechou em nova máxima histórica nesta segunda-feira (25) após saltar 0,53% e fechar o dia negociado a R$ 4,2150.

A alta fez a cotação da moeda norte-americana superar o recorde anterior para um fechamento, de R$ 4,2061, cravada há exatamente uma semana. No dia 5 de novembro, o dólar havia encerrado em R$ 3,9932 na venda. Desde então, a cotação dispara 5,55%, em termos nominais.

O avanço do dólar na sessão foi puxado pelo dia de fortalecimento global da moeda e por renovadas preocupações com as perspectivas de ingresso de recursos ao país.

Na B3, em que os negócios com derivativos cambiais vão até as 18h15, o contrato mais líquido de dólar futuro tinha alta de 0,37%, a R$ 4,2145.

A moeda começou o dia em torno da estabilidade, mas tomou fôlego rapidamente após o Banco Central divulgar dados mostrando déficit em conta corrente e investimento estrangeiro direto piores do que o esperado para outubro.

Poucas horas depois, o governo informou dados parciais da balança comercial de novembro, que caminha para fechar o mês no vermelho, o que não acontece desde novembro de 2014.

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"As contas externas continuam saudáveis, a questão é que os números piores pegam o mercado num momento sensível e de ampla preocupação com o cenário para fluxos", disse Flávio Serrano, economista-chefe do Haitong Brazil.

A menor oferta de moeda no país em meio a contínuas saídas de capital se tornou uma preocupação ainda mais latente depois da frustração do mercado com o leilão do excedente da cessão onerosa, no último dia 6, no qual praticamente apenas a Petrobras fez lances.

Mesmo com o dólar em torno de recordes históricos, o Banco Central tem mantido a estratégia de intervenção no câmbio já em curso. A autoridade monetária vendeu todos os 15.700 contratos de swap cambial tradicional em rolagem do vencimento janeiro 2020. Mais cedo, o BC não havia aceitado propostas em leilão de dólar à vista e de swap cambial reverso.

Também nesta segunda, a autarquia fez a rolagem integral de US$ 1,5 bilhão em linha de moeda com compromisso de recompra, volume que até então precisaria voltar ao BC no começo de dezembro.

Ao longo da tarde, o dólar se manteve forte amparado pelo exterior, onde a moeda se valorizava contra uma cesta de divisas e também ante vários rivais emergentes.