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Dólar fecha em alta ante real com incertezas na América Latina

Economia|Do R7

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Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar voltou a fechar em alta ante o real nesta terça-feira, devolvendo praticamente toda a queda da véspera, num dia de forte aversão a risco nos mercados da América Latina em meio a sinais de escalada na instabilidade política na região.

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O dólar à vista fechou em alta de 0,58%, a 4,1669 reais na venda. Com isso, ficou a apenas 0,69% da máxima histórica de fechamento, registrada em 13 de setembro de 2018 (4,1957 reais na venda).

Na máxima desta terça, a cotação foi a 4,1882 reais na venda. Na compra, bateu 4,1875 reais, maior valor intradia desde 25 de setembro (4,1942 reais na compra).

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Na B3, em que os negócios com derivativos vão até as 18h15, o dólar futuro de maior liquidez tinha alta de 0,35%, a 4,1725 reais.

Analistas atribuíram parte da alta do dólar nesta sessão ao clima menos favorável a risco no exterior durante a tarde, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, não oferecer novos detalhes sobre as negociações comerciais com a China.

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Mas o motivo principal para o movimento do câmbio nesta terça foi o clima negativo para ativos da América Latina. A lista de maiores quedas globais ante o dólar nesta sessão era liderada por divisas da região, com o peso chileno batendo uma mínima recorde diante das incertezas sobre a situação política e econômica no país.

"Existe um ciclo vicioso na América Latina agora", resumiu Italo Lombardi, estrategista para a região para o Crédit Agricole, em Nova York.

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Ele destacou que a indústria de fundos de pensão no Chile é grande e que esses agentes são os maiores detentores do iShares EWZ ETF, principal fundo de índice de ações do Brasil negociado em Nova York. "Isso é para dar um exemplo de que como o canal (de contágio) existe", completou.

O Ibovespa cedia 1,5% nesta terça-feira, enquanto o iShares EWZ ETF caía 1,8%, nas mínimas desde meados de outubro.

Alguns no mercado, contudo, ainda veem o real se estabilizar em patamares mais fortes.

Pesquisa realizada neste mês e divulgada nesta terça-feira pelo Bank of America mostrou que 73% dos consultados veem o real entre 3,80 por dólar e 4,00 por dólar ao fim de 2019 (ante 50% no mês passado), mas nenhum dos entrevistados projeta o dólar abaixo de 3,80 reais (contra 10% na pesquisa anterior).

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