Economia Dólar fecha em queda, a R$ 5,42, com sinalizações do governo

Dólar fecha em queda, a R$ 5,42, com sinalizações do governo

O dólar à vista caiu 0,44%, a R$ 5,4219 na venda. Na sessão, foi de R$ 5,3904 (-1,01%), perto das 10h, a R$ 5,4441 (-0,03%), às 11h38

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O dólar à vista caiu 0,44%, a R$ 5,4219 na venda

O dólar à vista caiu 0,44%, a R$ 5,4219 na venda

REUTERS/Lee Jae-Won

O dólar fechou em queda ante o real nesta quarta-feira (24), numa sessão relativamente calma no mercado de câmbio doméstico, em meio à valorização de ativos de risco no exterior por expectativas de contínua liquidez no mundo.

O dólar à vista caiu 0,44%, a R$ 5,4219 na venda. Na sessão, foi de R$ 5,3904 (-1,01%), perto das 10h, a R$ 5,4441 (-0,03%), às 11h38.

No Brasil, o noticiário sobre a PEC Emergencial atraiu as atenções. O mercado chegou a repercutir negativamente notícia de que votação da proposta poderá ficar para a próxima semana, mas preferiu se concentrar em informações sobre privatização da Eletrobras e o não fatiamento da PEC Emergencial.

"O envio da MP que visa estabelecer o terreno da privatização da Eletrobras serve como sinalização do governo de que não haverá mudanças drásticas na condução da política econômica após a confusão entre o governo e a Petrobras", disse a XP em nota.

O alívio nas cotações aqui também teve influência do mercado externo, numa sessão de ganhos generalizados para moedas emergentes e correlacionadas às commodities, caso do real.

O chair do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Jerome Powell, repetiu que o mercado não deve esperar mudança na política monetária até que a economia esteja claramente melhorando, endossando, assim, perspectiva de contínuo suporte financeiro aos ativos e à economia.

Toda a liquidez anunciada por BCs globais ao longo de 2020 para combater os efeitos financeiros da pandemia não foi suficiente para fazer o real replicar a recuperação vista em vários de seus pares, com analistas justificando o movimento local do câmbio a partir do nível elevado de incerteza fiscal, combinado com juros reais negativos.

Em termos de fundamentos externos, o real deveria estar em torno de R$ 4,50 por dólar, segundo Robin Brooks, economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês).

Brooks citou o déficit em transações correntes de janeiro, mas avaliou que os fluxos de investimento estrangeiro estão "saudáveis".

O Banco Central espera um salto nos investimentos diretos em fevereiro para US$ 6,5 bilhões, ante o valor de US$ 1,838 bilhão em janeiro. Se confirmado, será o maior fluxo mensal em quase um ano. O déficit em transações correntes foi de US$ 7,253 bilhões em janeiro, abaixo do esperado pelo mercado, segundo pesquisa da Reuters com analistas.

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