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Dólar fecha estável à espera de votação da denúncia contra Temer

Moeda norte-americana recuou 0,07% e fecho o dia cotada a R$ 3,2451

Economia|Do R7

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Dólar marcou R$ 3,22 na mínima do dia
Dólar marcou R$ 3,22 na mínima do dia

O dólar fechou praticamente estável sobre o real nesta quarta-feira (25), depois de um momento de volatilidade desencadeado com a notícia de que o presidente Michel Temer foi internado, que acabou alimentando temores de que a votação sobre a denúncia contra ele na Câmara dos Deputados poderia ser atrasada e, assim, colocar ainda mais longe o andamento de importantes medidas econômicas.

Na sessão, a moeda recuou 0,07%, a R$ 3,2451 na venda, depois de acumular avanço de 2,6% nos quatro pregões anteriores.

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Na mínima do dia, a moeda norte-americana chegou a R$ 3,2290 e, na máxima, a R$ 3,2604. O dólar futuro era negociado com baixa de cerca de 0,1% no final da tarde.

"A questão de não ter quorum [para votar a admissibilidade da segunda denúncia contra Temer] está pegando, porque o mercado começa a perceber que não adianta ter um discurso otimista por parte do governo sobre a reforma da Previdência, se nem quorum consegue", afirmou o operador da H. Commcor Corretora, Cleber Alessie Machado.

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O plenário da Câmara dos Deputados, até o fechamento do mercado, não tinha atingido quorum mínimo para votar a nova denúncia contra o presidente, sinal de dificuldade do governo em reunir pelo menos 342 deputado para iniciar os trabalhos.

A segunda denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o presidente é pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa.

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O placar, para o mercado, é importante por sinalizar o apoio que o governo terá no Legislativo para dar continuidade a importantes medidas econômicas. O cenário na Câmara ficou ainda mais tumultuado à tarde, após notícia de que Temer foi internado em Brasília com problemas urológicos.

"A vitória de Temer está praticamente precificada, a novidade será o placar da votação para avaliarmos o capital político que ele terá para aprovar as reformas, especialmente a da Previdência", afirmou pela manhã o analista-chefe da corretora Rico, Roberto Indech.

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Nos últimos dias, Temer se empenhou em tentar conseguir 263 votos pela rejeição da segunda denúncia, mesmo placar alcançado na primeira. Para isso, liberou emendas parlamentares e ainda cedeu em uma série de medidas de interesses de deputados para conseguir se manter no cargo.

O cenário externo também estava no foco, com a sucessão do comando do Federal Reserve, banco central norte-americano, tirando o sono dos investidores.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem dito que ainda avaliava pelo menos três nomes: o diretor do Fed Jerome Powell, o economista da Universidade de Stanford John Taylor e a atual chair do Fed, Janet Yellen.

Trump usou um almoço com senadores republicanos na véspera para saber suas opiniões sobre quem ele deveria escolher para comandar o Fed, de acordo com parlamentares que participaram do encontro.

Uma fonte familiar com o assunto disse que mais senadores preferiam Taylor do que o diretor do Fed Jerome Powell, e que Trump também havia dito que estava pensando em indicar Yellen para novo mandato.

Taylor é visto como mais conservador pelos mercados e sua escolha pode significar mais altas dos juros pelo Fed. Juros mais elevados nos EUA tendem a atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outros mercados ao redor do mundo, o que pode resultar em fluxo de saída de capitais do Brasil.

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