Logo R7.com
RecordPlus
‌

Dólar fecha estável, a R$ 5,30, mas Lei das Estatais e falas de Haddad ficam no radar

Moeda chegou a saltar 1,20% no maior patamar do dia, a R$ 5,3737, mas foi diminuindo o ritmo de ganhos ao longo da sessão

Economia|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
A moeda americana à vista teve variação negativa de 0,01%, a R$ 5,3093 na venda
A moeda americana à vista teve variação negativa de 0,01%, a R$ 5,3093 na venda

O dólar fechou praticamente estável frente ao real nesta quarta-feira (14), depois que o banco central dos Estados Unidos reduziu o ritmo de seu aperto monetário, conforme era esperado, enquanto no Brasil investidores também ficaram de olho na mudança na Lei das Estatais e em falas do futuro ministro da Fazenda do próximo governo, Fernando Haddad.

A moeda americana à vista teve variação negativa de 0,01%, a R$ 5,3093 na venda. O dólar saltou 1,20% no maior patamar do dia, a R$ 5,3737, mas foi diminuindo o ritmo de ganhos gradativamente ao longo da sessão, em linha com a fraqueza da divisa no exterior.

‌

O dólar chegou a ganhar algum terreno, no entanto, no final das negociações, na esteira do comunicado de política monetária do Federal Reserve. Embora tenha reduzido a magnitude de sua alta de juros para 0,50 ponto percentual, como era amplamente esperado, o banco central americano foi mais duro do que o previsto em suas projeções, avaliou em publicação no Twitter Rafaela Vitoria, economista-chefe do Banco Inter.

As mais recentes projeções econômicas trimestrais do Fed mostram que as autoridades veem os juros, agora elevados para uma faixa de 4,25% a 4,5%, em 5,1% no fim do próximo ano, de acordo com a estimativa mediana de todos os 19 formuladores de política monetária. Em setembro, eles projetavam que 2023 terminaria com a taxa básica em 4,6%.

‌

Jerome Powell, chair do Fed, disse em entrevista coletiva após a reunião de política monetária que dados de inflação recebidos em outubro e novembro mostram uma redução bem-vinda no ritmo de aumento dos preços, mas que serão necessárias mais evidências para dar confiança de que a inflação está em uma trajetória descendente sustentada.

Apesar da comunicação um tanto dura, "diversos indicadores demonstram que a desaceleração tanto da inflação como da economia já estão surtindo efeitos", disse Guilherme Zanin, estrategista da Avenue Securities.

‌

"A defasagem do repasse da política monetária deve fazer com que os membros do Fed avaliem com maior parcimônia tanto aumentos futuros, como também já devem começar a reavaliar possíveis quedas nos próximos anos."

Quanto mais altos são os juros na maior economia do mundo, mais o dólar tende a se beneficiar globalmente, conforme investidores redirecionam recursos para o mercado de renda fixa americano. O contrário também vale, e um aperto monetário mais brando dos EUA tende a abrir espaço para a valorização de divisas arriscadas.

‌

No Brasil, o mercado repercutiu negativamente a aprovação pela Câmara de uma mudança na Lei das Estatais que reduz para apenas um mês a quarentena obrigatória para que pessoas vinculadas à estrutura decisória de partidos políticos ou de campanhas eleitorais assumam cargos em empresas estatais.

A proposta, que segue agora para o Senado, foi aprovada no mesmo dia em que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou o ex-senador e ex-ministro Aloizio Mercadante como futuro presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), num movimento que desagradou ao mercado financeiro.

"O nome de Mercadante provoca grande desconforto no mercado, pela ligação umbilical com a gestão Dilma Rousseff, um governo com histórico de grave crise política e recessão econômica", avaliou a Levante Investimentos em nota.

Por outro lado, ajudou a reduzir os ganhos do dólar ao longo da sessão a fala do futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que o Brasil não está em um momento em que uma expansão fiscal ajudaria a economia, argumentando que, se houver espaço para estímulo à economia, não será pelo canal fiscal, mas pelo monetário.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.