Dólar fecha novembro com maior queda para o mês desde 2002
Alta de 0,4% da moeda norte-americana na última sessão do mês não impediu perda de quase 7% da divisa em novembro
Economia|Do R7

O dólar fechou em alta na última sessão do mês, puxado por uma correção global em outros mercados, mas nada que tenha tirado o brilho de novembro, que teve a maior forte queda para o mês em ao menos 18 anos.
Na última sessão do mês, a moeda norte-americana subiu 0,39% nesta segunda-feira (30), para R$ 5,3467. A retomada da moeda ocorreu em sintonia com o exterior.
Em novembro, contudo, a moeda perdeu 6,82%. É a maior baixa mensal desde outubro de 2018 (-7,79%) e a mais forte para meses de novembro desde pelo menos 2002. A movimentação foi guiada pelo resultado da eleição norte-americana e desenvolvimentos de vacinas para a covid-19.
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Ao longo desta segunda, o dólar no Brasil oscilou entre R$ 5,3974 (+1,34%) e R$ 5,2762 (-0,94%). A mínima da sessão foi atingida ainda pela manhã, quando o mercado repercutiu decisão do Banco Central de aumentar o volume ofertado em leilão de rolagem de swap cambial tradicional nesta segunda-feira para um ritmo que, se mantido até o fim do ano, representará colocação líquida de dólares no mercado futuro.
O BC disponibilizou e vendeu 16 mil contratos de swap para rolagem. Caso assim mantenha, o BC terminará negociando até o fim de dezembro pelo menos 9 bilhões de dólares a mais do que o estoque a vencer em 4 de janeiro (US$ 11,798 bilhões).
Tamanho otimismo provocou uma forte correção de posições, que até então estavam muito mais para o lado negativo. Com isso, o dólar teve a maior queda mensal em dois anos e o maior tombo para meses de novembro desde pelo menos 2002, conforme dados da Refinitiv.
Considerando a taxa Ptax de venda do Banco Central — cujo fechamento é baseado em consultas feitas ainda pela manhã —, o dólar caiu 7,63% em novembro, a mais intensa desvalorização para o mês já vista.
O real não esteve sozinho na boa performance do mês. Outras moedas correlacionadas às commodities, como peso colombiano (+7,6%), se destacaram, enquanto o dólar no mundo tocou em novembro mínimas em mais de dois anos, afetado pela perspectiva de farta liquidez no mundo em meio a estímulos de bancos centrais e à mudança de governo nos Estados Unidos.














