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Dólar fecha pouco abaixo dos R$ 5,40 com perspectiva de corte de juros nos EUA

Moeda americana registrou leve baixa de 0,13% e encerrou o dia cotado a R$ 5,39

Economia|Fabricio de Castro, da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O dólar fechou em leve baixa, cotado a R$ 5,39, em meio a expectativas de corte de juros nos EUA.
  • A divisa acumula perdas de 12,69% no ano e oscilações foram limitadas durante o dia.
  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, expressou insatisfação com o nível da inflação, mantendo juros em 15% ao ano.
  • Projeções do boletim Focus indicam que o dólar deve fechar o ano em R$ 5,40.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Moeda americana fechou a segunda cotado a R$ 5,39 Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O dólar oscilou em margens estreitas no Brasil e fechou a segunda-feira (24) muito próximo da estabilidade, abaixo dos R$ 5,40, em meio ao aumento das apostas de que o Federal Reserve cortará juros em dezembro, enquanto no exterior a moeda americana sustentava no fim da tarde leves perdas ante outras divisas de emergentes.

O dólar à vista encerrou a sessão em leve baixa de 0,13%, aos R$ 5,3951 na venda. No ano, a divisa acumula perdas de 12,69%.

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Às 17h03, o contrato de dólar futuro para dezembro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- cedia 0,29% na B3, aos R$ 5,4010.

Na sexta-feira, as apostas de que o Federal Reserve cortará sua taxa de juros em dezembro voltaram a ser majoritárias no mercado de títulos norte-americano, invertendo a precificação anterior.

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Nesta tarde de segunda-feira, conforme a Ferramenta CME FedWatch, o mercado precificava 80,9% de probabilidade de corte de 25 pontos-base, contra 19,1% de chance de manutenção na faixa de 3,75% a 4,00%.

A perspectiva de corte de juros nos Estados Unidos fez o dólar ceder no Brasil, em especial pela manhã, mas a oscilação foi limitada, sem que houvesse gatilhos para movimentos mais fortes.

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Após atingir a cotação mínima intradia de R$5,3787 (-0,43%) às 9h45, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,4066 (+0,09%). Da mínima para a máxima a moeda norte-americana oscilou apenas 0,52%.

“O dólar recuou ao longo do dia em um ambiente mais construtivo para moedas emergentes. A expectativa renovada de corte de juros já na reunião de dezembro reduziu a pressão da divisa a nível global medida pelo índice DXY -- em um pregão marcado pelo apetite global por risco, evidenciado pela alta dos principais índices de ações dos EUA”, pontuou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.

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Internamente, destaque para a fala do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), em São Paulo.

Galípolo afirmou que a diretoria do BC ainda está insatisfeita com o nível da inflação, que ainda não convergiu para a meta de 3%, e acrescentou que é por isso que os juros seguem em patamar restritivo.

“Gostaríamos que a inflação estivesse convergindo mais rápido, mas existe um custo, um trade-off” para fazer isso, afirmou.

A Selic está atualmente em 15% ao ano, enquanto nos EUA a taxa de referência está na faixa de 3,75% a 4,00%. Este diferencial de juros entre Brasil e EUA tem sido apontado por analistas como um fator de atração de recursos para o país, o que vem mantendo o dólar em níveis mais baixos.

No boletim Focus divulgado pela manhã, o dólar projetado pelos economistas do mercado para o fim deste ano seguiu em R$5,40. A mediana das projeções para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15%, mas para o fim de 2026 cedeu de 12,25% para 12,00%.

Pela manhã o Banco Central realizou dois leilões simultâneos de linha (venda de dólares com compromisso de recompra), nos quais vendeu um total de US$2,0 bilhões. As operações tinham como objetivo a rolagem do vencimento de 5 de janeiro de 2026.

Às 17h12, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,09%, a 100,150.

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