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Dólar interrompe sequência de quedas e fecha o dia em alta, cotado a R$ 3,08

Durante a sessão, a moeda norte-americana chegou a ser negociada R$ 3,03

Economia|Do R7

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No exterior, o dólar caía ante uma cesta de moedas após 11 dias de ganhos consecutivos
No exterior, o dólar caía ante uma cesta de moedas após 11 dias de ganhos consecutivos

Após cair à casa de R$ 3,03 e atrair compradores, o dólar acabou fechando em alta nesta quinta-feira (16), interrompendo dois dias seguidos de queda que o levaram ao menor nível em mais de um ano e meio por conta de expectativas de entrada de recursos externos no País.

O dólar avançou 0,56%, a R$ 3,0841 na venda, depois de bater R$ 3,0390na mínima do dia, menor patamar intradia desde 18 de junho de 2015 (R$ 3,0292). No acumulado dos dois pregões anteriores, o dólar havia recuado 1,39%. O dólar futuro subia cerca de 0,8% no final desta tarde.

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"O dólar ficou barato, o importador comprou e as tesourarias bancárias recompuseram um pouco de suas posições", disse o diretor da Correparti Corretora Jefferson Rugik.

Apesar dessa correção pontual, a trajetória da moeda norte-americana segue de baixa, segundo operadores, com expectativas de entrada de recursos vindos do exterior devido, entre outros, às recentes captações feitas por empresas no Brasil.

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"O Brasil segue surfando numa onda favorável. O dólar ganhou mais um reforço para sua trajetória de baixa com a aprovação da repatriação, mas a queda a partir de agora, com esse patamar, deve ser mais contida", acrescentou um profissional sênior da mesa de câmbio de uma corretora nacional.

Na noite passada, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto para nova rodada de regularização de ativos mantidos ilegalmente no exterior, a chamada repatriação, programa que rendeu mais de R$ 45 bilhões ao governo no ano passado. Para essa nova fase, existem expectativas de que mais R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões possam ser levantados.

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A matéria, no entanto, volta agora ao Senado, por conta das modificações feitas, já que o projeto original é daquela Casa, e deve ser votada na próxima semana.

Ao longo do mês, o dólar testou várias vezes o nível de R$ 3,10 até conseguir rompê-lo. O atual patamar, em torno de R$ 3,05, era indicado por alguns profissionais com novo piso informal do mercado.

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"O dólar já caiu bastante e, neste patamar, falta um pouco de fôlego para ir além. Mesmo com a perspectiva de nova repatriação, os volumes não devem ser tão robustos quanto na primeira edição", avaliou a diretora de câmbio da AGK Corretora Miriam Tavares.

O Banco Central fez nesta sessão o terceiro leilão seguido de até 6.000 swaps tradicionais — equivalentes à venda futura de dólares — para rolar os contratos que vencem em março, sinalizando que deixará expirar boa parte dos quase US$ 7 bilhões que vencem no mês que vem.

Alguns profissionais acreditavam que uma forma de o BC conter um pouco o movimento de recuo do dólar ante o real é repetir nos próximos meses a redução da rolagem de swaps tradicionais.

"O mercado não acreditava que o BC iria rolar alguma coisa esse mês e, quando anunciou, acabou tendo viés de baixa na moeda. Mas com o dólar nesses preços, ele pode ir diminuindo sua posição em swap", disse Miriam. No exterior, o dólar caía ante uma cesta de moedas após 11 dias de ganhos consecutivos.

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