Dólar recua após disparar pela manhã e vale R$ 4,11
Queda de 0,65% da moeda norte-americana foi guiada por movimento de correção e descolamento do exterior
Economia|Do R7

O dólar acabou descolado do mercado externo e terminou a quarta-feira (29) em queda ante o real, em movimento de correção após a moeda ter superado os R$ 4,15 na máxima da sessão.
Na sessão, a moeda norte-americana recuou 0,65%, a R$ 4,1143 na venda, depois de bater a máxima de R$ 4,1651 logo na abertura. Na mínima, a moeda foi a R$ 4,1123, perto do fechamento. O dólar futuro recuava cerca de 0,52%.
"A ausência de notícias sobre as eleições e o fato de o dólar estar esticado favoreceram o ajuste", comentou um profissional da mesa de câmbio de uma corretora local.
Na véspera, a moeda norte-americana terminou no segundo maior valor do Plano Real e seguiu pressionada nos primeiros negócios desta sessão. Depois de muito vaivém entre altas e baixas, no entanto, acabou firmando trajetória de baixa e se descolando do exterior, onde subiu ante a grande maioria das divisas de países emergentes.
O anúncio do Banco Central de que pretende rolar integralmente os US$ 2,150 bilhões em linha — venda de dólares com compromisso de recompra — que vencem em 5 de setembro contribuiu para o movimento, uma vez que o BC retira qualquer pressão adicional sobre o câmbio por causa de dúvidas sobre esse vencimento.
"Com o leilão de linha, o BC dá uma sinalização de que está de olho no mercado e vai entrar se necessário", afirmou a estrategista de câmbio Fernanda Consorte, do Banco Ourinvest.
Nesta sessão, a autoridade ofertou e vendeu integralmente 4.800 swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 5,04 bilhões do total de US$ 5,255 bilhões que vence em setembro. Se mantiver essa oferta na quinta-feira e vendê-la integralmente, terá feito a rolagem integral.
A autoridade, no entanto, não falou nada sobre a rolagem de outubro, que totaliza US$ 9,801 bilhões. "Mas ninguém no mercado imagina que o BC não fará essa rolagem, não criaria essa pressão", acrescentou o profissional citado acima.















