Economia Dólar se acomoda após quedas recentes; exterior pesa

Dólar se acomoda após quedas recentes; exterior pesa

O dólar à vista registrou variação negativa de 0,09%, fechando a R$ 5,54 na venda, novo piso desde 23 de março (R$ 5,51)

Reuters

Beawiharta/Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em ligeira baixa nesta terça-feira (20), com o dia pior nos mercados externos servindo de argumento para uma pausa depois de a moeda cair expressivamente por cinco sessões e fechar na véspera na mínima em um mês.

O dólar à vista registrou variação negativa de 0,09%, fechando a R$ 5,54 na venda, novo piso desde 23 de março (R$ 5,51). Na B3, o dólar futuro subia 0,30%, para R$ 5,56 às 17h13.

Ao longo do pregão no mercado à vista, a moeda oscilou entre R$ 5,58 (+0,64%) - logo depois da abertura - e R$ 5,50 (-0,90%), no fim da manhã. Lá fora, o dólar subia e as bolsas de valores nos Estados Unidos caíram, por receios de aumento de casos globais de com a pandemia de covid-19.

As cinco quedas anteriores do dólar no Brasil ocorreram na esteira de expectativas de algum desfecho menos heterodoxo para o Orçamento. Na noite de segunda-feira, o Congresso Nacional aprovou um projeto de lei que altera a LDO e traz ajustes, com o aval do governo, para permitir a controversa sanção do Orçamento deste ano. O texto, que abre espaço para a exclusão do teto de gastos de despesas com programas para o enfrentamento à pandemia, seguirá para a sanção do presidente Jair Bolsonaro, o que permitirá também a sanção do Orçamento, que precisa ocorrer até quinta-feira.

Em coletiva virtual nesta tarde, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o entendimento fechado pelo governo com o Congresso em torno do Orçamento deste ano atende ao duplo compromisso do governo com a saúde e a responsabilidade fiscal.

Para Joaquim Kokudai, gestor na JPP Capital, a solução do Orçamento foi "a possível" e, de alguma forma, eliminou os maiores temores do mercado sobre excessiva flexibilidade fiscal, o que ele vê como endosso a sua posição comprada em real nos fundos que gere.

Últimas