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Dólar sobe 0,41%, mas fica abaixo de R$ 5,30 após alta da Selic

O dólar à vista fechou a R$ 5,2977, com alta depois de a cotação tocar mínimas em mais de quatro meses

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O dólar à vista subiu 0,41%, a R$ 5,2977, nesta quinta-feira (3)
O dólar à vista subiu 0,41%, a R$ 5,2977, nesta quinta-feira (3)

O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (3), com investidores tomando como argumento o cenário externo mais arisco para recomprar a moeda americana depois de a cotação tocar mínimas em mais de quatro meses.

O dólar à vista subiu 0,41%, a R$ 5,2977. Assim, a moeda se manteve abaixo da resistência psicológica dos R$ 5,30, acima da qual mais ordens de compra poderiam ser acionadas. A forte queda nas Bolsas de Valores em Nova York tirou apetite do mercado por risco.

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O mercado analisou ainda a sinalização do Banco Central emitida na véspera sobre reduzir a velocidade de alta dos juros, o que poderia levar o ciclo de aperto a terminar em patamar mais baixo que o previsto por parte dos analistas, o que, dessa forma, reduziria o retorno potencial oferecido pela divisa brasileira.

A taxa de juros embutida em contratos a termo de taxa de câmbio dólar/real com vencimento em um ano caiu para 11,49% ao ano nesta quinta. Ainda que seja um patamar bastante mais elevado que a maioria dos pares emergentes, está abaixo da máxima recente de quase 11,9%. A volatilidade implícita em opções de real de um ano estava em 17,08%, a uma distância da mínima de meados de janeiro, quando ficou aquém de 16%, indicando aumento de percepção de risco em relação ao real.

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O real se juntou à lista de perdas que incluiu peso mexicano, lira turca, peso colombiano e rublo russo, entre outras moedas, todas se valorizarando nas últimas semanas. Os fluxos nesta quinta se direcionaram para as moedas europeias, com euro e libra em alta após as sinalizações de política monetária no bloco monetário e no Reino Unido.

Na véspera, foi o Bacen que concentrou as atenções no Brasil, surpreendendo parte do mercado ao telegrafar uma redução no ritmo de altas da Selic em março.

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No curto prazo, altas adicionais maiores ou menores na Selic tendem a ter menor relevância em termos de cenário para a taxa de câmbio, avaliou o economista-chefe da Santander Asset, Eduardo Jarra.

A Santander Asset espera que o dólar feche 2022 em R$ 5,60. Como destacou Jarra, é basicamente o patamar de encerramento de 2021, com o real terminando o ano com variação pequena, mas vulnerável nesse ínterim a um vaivém orientado pelas incertezas globais, com destaque para a política monetária americana, e pela baixa visibilidade num âmbito interno marcado pelas eleições e seus potenciais desdobramentos para o campo fiscal.

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Mas uma postura do BC contra a inflação poderia abrir espaço para que um esperado ajuste no desalinhamento da taxa de câmbio ocorresse via taxa nominal, o que significaria queda do dólar.

"Se as coisas aqui ficarem menos conturbadas, ambiente político mais calmo, e o novo governo mantiver a racionalidade em termos de política econômica, então o câmbio de equilíbrio vai ficar abaixo de R$ 5", disse Emerson Marçal, coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da Escola de Economia de São Paulo da FGV (FGV-EESP).

Em relatório global sobre estratégias de investimento, o UBS BB, contudo, demonstrou ainda alguma cautela com o câmbio.

"Recomendamos que as classes globais de ativos não sejam protegidas pela moeda, pois a exposição à divisa estrangeira aumenta a diversificação e protege o investidor contra um enfraquecimento do real brasileiro", disseram Ronaldo Patah e Alejo Czerwonko no documento.

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