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Dólar sobe a R$ 5,31 e Ibovespa cai 2,02%, com Mercadante no BNDES ou na Petrobras

A possibilidade de ex-ministro assumir cargos em estatais refletiu na alta de 1,26% da moeda norte-americana

Economia|Do R7

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Dólar fechou no patamar de encerramento mais alto desde 28 de novembro (R$ 5,3645)
Dólar fechou no patamar de encerramento mais alto desde 28 de novembro (R$ 5,3645)

O dólar avançou nesta segunda-feira (12) e fechou acima da marca de 5,30 reais, acompanhando o tombo do Ibovespa após notícias colocarem Aloizio Mercadante como cotado a assumir o comando do BNDES ou da Petrobras, enquanto operadores elevaram a cautela antes da reunião de política monetária do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, desta semana.

No mercado à vista, o dólar subiu 1,26%, a R$ 5,3121, maior valorização diária desde segunda-feira passada (+1,35%) e patamar de encerramento mais alto desde 28 de novembro (5,3645). Já o Ibovespa fechou em queda de 2,02%, a 105.343,33 pontos, menor fechamento desde 3 de agosto.

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A alta do dólar refletiu "movimento de busca por proteção interna com o mercado ainda torcendo o nariz com (Fernando) Haddad na Fazenda e por boatos do nome de Aloizio Mercadante para a presidência da Petrobras", disse Jefferson Rugik, presidente-executivo da Correparti Corretora.

Questionado por repórteres nesta segunda-feira, Mercadante se recusou a responder se será indicado para comandar algum ministério ou estatal no próximo governo e disse desconhecer "qualquer iniciativa" por parte do governo eleito de alterar a Lei das Estatais, que impede a indicação de pessoas com vínculo recente a partidos políticos para cargos de diretoria e presidência desse tipo de organização.

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Segundo participantes do mercado, a nomeação de Mercadante para ocupar o comando de alguma estatal sinalizaria uma política econômica mais desenvolvimentista do governo eleito, com expansão do gasto público para impulsionar o crescimento, o que derrubava o Ibovespa em cerca de 3% nesta tarde.

Os rumores sobre o comando de estatais vêm depois que Lula confirmou na semana passada que o próximo ministro da Economia do Brasil será o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, nome visto pelos mercados como inclinado a flexibilizações fiscais.

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Denilson Alencastro, economista-chefe da Geral Asset, disse à Reuters que, até que estejam definidos todos os escolhidos de Lula para cargos importantes, "a cada nome que sair o mercado vai acabar especulando", embora tenha citado outros fatores por trás da força do dólar nesta segunda-feira, como a maior cautela antes da reunião de política monetária do banco central dos Estados Unidos, que começa na terça e se encerra na quarta.

Há ampla expectativa no mercado de que o Federal Reserve desacelerará o ritmo de seu aperto monetário para alta de 0,50 ponto percentual nos juros, depois de promover altas de 0,75 ponto em cada uma de suas últimas três reuniões.

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"Como não esperamos surpresa na decisão, a comunicação será grande foco do mercado durante as reuniões", disse o BTG Pactual em relatório desta segunda-feira.

"Mesmo após surpresas baixistas recentes nos principais indicadores de inflação, não vemos espaço para uma mudança expressiva no tom quanto a necessidade de ancorar as expectativas (de inflação)... Entendemos que há pouco espaço para mudar o balanço de risco, sobretudo com os dados econômicos surpreendendo positivamente."

Quanto mais agressivo é o Fed na conduta de seu aperto monetário, mais o dólar tende a se beneficiar globalmente, conforme investidores redirecionam recursos para o mercado de renda fixa norte-americano. Mas o oposto também vale, e posicionamentos mais brandos do banco central dos EUA geralmente abrem espaço para a valorização de divisas consideradas arriscadas.

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