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Dólar tem leve queda e segue negociado a R$ 3,16

Baixa de 0,1% da moeda ocorreu com mercado à espera de votação de metas

Economia|Do R7

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Dólar oscilou entre R$ 3,15 e R$ 3,17 na sessão
Dólar oscilou entre R$ 3,15 e R$ 3,17 na sessão

O dólar terminou mais um dia praticamente estável ante o real, depois que o governo conseguiu concluir a votação dos destaques à TLP (Taxa de Longo Prazo) na Câmara, mas com os investidores ainda aguardando o desfecho da votação das novas metas fiscais pelo plenário do Congresso.

Na sessão, a moeda norte-americana recuou 0,1%, a R$ 3,1600 na venda, depois de terminar a véspera a R$ 3,1632. Na mínima, o dólar marcou R$ 3,1570 e, na máxima, R$ 3,1769. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,15%.

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"O mercado já trabalhava com a perspectiva de que os destaques seriam derrubados", justificou o chefe da mesa de derivativos da Mirae Asset, Olavo Souza, para explicar o movimento tímido no dólar após a conclusão da votação.

A Câmara terminou quase no final da sessão do câmbio a votação dos três destaques à TLP, derrubando todos eles. Agora, o texto segue para o Senado, onde tem que ser aprovado até o próximo dia 7 de setembro, quando a medida provisória perde a validade.

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A CMO (Comissão Mista de Orçamento) aprovou o projeto de lei que eleva as metas de déficit primário de 2017 e 2018 na véspera e estava prevista a votação no plenário do Congresso ainda nesta quarta-feira. A sessão já havia iniciado.

Em meio a esse ambiente doméstico recente mais favorável, o Banco Bradesco avaliou que há possibilidade de a taxa de câmbio ficar abaixo de R$ 3,10 no curto prazo em razão de vários fatores, entre eles, a solidez das contas externas e a tendência de enfraquecimento do dólar em relação às demais moedas.

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"É evidente que ainda há incertezas no front político, porém não vislumbramos um cenário de ruptura nessa dimensão", comentou em relatório a instituição, que prevê que a moeda terminará 2017 em R$ 3,10.

O dólar bateu a máxima ante o real ainda no começo do dia, na esteira da alta da moeda norte-americana no exterior e após a divulgação de dados robustos sobre a economia dos EUA.

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No setor privado dos EUA, foram criados em agosto 237 mil postos de trabalho, contra expectativa de abertura de 183 mil. Já o PIB do país cresceu 3% no segundo trimestre, ritmo mais rápido em mais de dois anos e contra previsão de alta de 2,7% em pesquisa da Reuters.

"Dados mais fortes aumentam as chances de uma terceira elevação dos juros (nos EUA) em dezembro", explicou a corretora CM Capital Markets em comentário. Juros mais altos tendem a atrair recursos hoje aplicados em outras praças, como a brasileira, fazendo o dólar subir ante o real.

O dólar tinha alta firme ante uma cesta de moedas e também avançava ante divisas de países emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano.

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