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Dólar volta a R$ 3,75 e acumula perda de quase 5% na semana

Dê olho no BC dos Estados Unidos, a moeda norte-americana recuou 0,9% nesta sexta-feira

Economia|Do R7

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Nos últimos nove pregões, o dólar desabou 8,53%
Nos últimos nove pregões, o dólar desabou 8,53%

dólar fechou em queda nesta sexta-feira (9), voltando ao patamar de R$ 3,75, após o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, reforçar as expectativas de que a taxa de juros norte-americana deve subir somente em 2016, mas com os investidores ainda atentos à conturbada cena política e econômica no Brasil.

O dólar recuou 0,9%, a R$ 3,7588 na venda, chegando a R$ 3,7213 na mínima do dia. No acumulado da semana, a moeda perdeu 4,74% e, nos últimos nove pregões, incluindo este, desabou 8,53%.


"O mercado pega carona com [o cenário] externo. O Fed em cima do muro beneficia a melhora dos emergentes e nós aparecemos nesse bolo", disse o especialista em câmbio da Icap, Ítalo Abucater.

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A ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), divulgada na véspera, mostrou que o Fed acreditava que a economia do país estava perto de justificar alta de juros no mês passado, mas seus membros decidiram que seria prudente esperar por evidências de que a desaceleração da economia global não está tirando a atividade norte-americana dos trilhos.


A perspectiva de manutenção dos juros quase zerados nos EUA sustenta a atratividade de investimentos em países emergentes, que oferecem taxas mais altas.

Apesar da queda do dólar nesta sessão, as incertezas políticas e econômicas locais seguiram no radar dos investidores, com potencial para voltar a pressionar o valor da moeda.


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"Não dá para saber até quando essa queda [do dólar] se sustenta", disse o operador de câmbio da B&T Corretora Marcos Trabbold. "Se piorar muito, a tendência é voltar tudo", disse, referindo-se à cotação no patamar de R$ 4.

O Banco Central brasileiro deu continuidade nesta manhã à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos, equivalentes à venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou US$ 3,581 bilhões, ou cerca de 35% do lote total, que corresponde a US$ 10,278 bilhões.

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