Dow Jones fecha em baixa de 1,54%
Economia|Do R7
Nova York, 17 abr (EFE).- O Dow Jones Industrial, principal indicador de Wall Street, fechou nesta sexta-feira em baixa de 1,54%. Ao final do último pregão da semana, o Dow Jones perdeu 279,47 pontos, para 17.826,30. Por sua vez, o seletivo S&P 500 caiu 1,13%, até 2.081,18, enquanto o índice composto da Nasdaq recuou 1,52%, aos 4.931,81. Uma leve recuperação, especialmente na última meia hora do pregão, impediu que o Dow Jones terminasse pior que como começou o ano, já que ficou a três pontos do número do fechamento de 31 de dezembro de 2014. O S&P 500 e o Nasdaq ficaram bastante acima do fechamento do ano passado, mas, mesmo assim, sofreram uma das piores quedas de 2015. Por setores, nenhum se salvou das perdas. A pior foi a do setor tecnológico, que caiu 1,43%, com um descenso de 1,13% nos títulos da Apple e de 1,29% nos da Microsoft. Dos 30 títulos incluídos no Dow Jones Industrial nenhum conseguiu terminar em verde, nem sequer a General Electric, que esteve em terreno positivo durante grande parte da jornada, mas no final teve que se render ao rumo geral do mercado. O pior resultado dentro desse grupo foi da American Express, que perdeu 4,44%, na primeira reação do mercado após a divulgação de seus resultados trimestrais ao fim do pregão de ontem. Atrás da American Expresso ficaram a seguradora Travelers, que caiu 3,01%, e o grupo de produtos de escritório 3M, que perdeu 2,52%. O pregão se viu impactado pela incerteza que ainda se arrasta em relação à Grécia, apesar de o governo grego ter anunciado hoje que confia que possa chegar a um acordo com seus parceiros europeus antes do final de abril para definir um programa de reformas. Também causaram nervosismo, embora marginalmente, as novas regulações anunciadas pela China que afetam os pequenos investidores da Bolsa de Valores, a quem as autoridades reguladoras advertiram que não podem tomar empréstimos ou vender propriedades se usarem o dinheiro para comprar ações. No plano local, o mercado reagiu negativamente após saber que o índice dos preços ao consumidor em março retornou ao terreno negativo nos Estados Unidos, ao descer a uma taxa anualizada de -0,1%. Unido a tudo isso, a baixa do preço do petróleo afetou os títulos das empresas petrolíferas, com um impacto especial nas companhias de média capitalização do setor energético, as mais expostas a uma queda nos valores dessa matéria-prima. Em outros mercados, o ouro subia para US$ 1.203,60 a onça, enquanto a rentabilidade da dívida pública a dez anos recuava até 1,867%. EFE ag/rsd















