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Draghi surpreendeu colegas no BCE com planos ousados de estímulo, dizem fontes

Economia|Do R7

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FRANKFURT (Reuters) - O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, pegou de surpresa até mesmo autoridades mais "dovish" ao promover nesta quinta-feira um estímulo inesperadamente generoso após projeções mostrarem uma ampla queda no crescimento econômico, disseram quatro fontes familiarizadas com a discussão.

Em sua reunião de política monetária, o BCE adiou para 2020 o momento de sua primeira alta de juros pós-crise e ofereceu aos bancos mais empréstimos ultrabaratos, argumentando que persistente incerteza que vai da guerra comercial global ao Brexit está causando dano duradouro à economia da zona do euro.

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Autoridades não esperavam mudar sua orientação sobre os juros. Mas Draghi os confrontou com estimativas mostrando crescimento de apenas 1,1 por cento em 2019, menos da metade do que o BCE previa há um ano, e propôs um conjunto mais amplo de medidas do que as autoridades tinham se preparado, disseram as fontes.

"O crescimento está abaixo da tendência agora e o hiato de produção está se abrindo de novo", disse uma das fontes. "É preocupante porque muito pouco dessa desaceleração é de fato temporária."

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Outra fonte disse que se tornou claro apenas na segunda-feira que o BCE optaria por uma ação mais radical, quando as autoridades já estavam em seu período de silêncio e portanto sem poder alterar as expectativas do mercado.

A projeção excepcionalmente fraca de crescimento, junto com uma queda notável no empréstimo, também foi o motivo pelo qual o BCE foi em frente com o anúncio de nova rodada de empréstimos de longo prazo para bancos comerciais, ao mesmo tempo dando espaço a si mesmo para trabalhar em detalhes.

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Autoridades mais conservadoras tentaram recuar, mas falharam. A única vitória deles foi em relação a pedidos de alguns para descartar uma alta de juros até abril de 2020, em vez de usar apenas até o próximo ano.

Como era importante que a decisão fosse unânime, Draghi apoiou a proposta de juros inalterados até o final do ano, completaram as fontes.

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Um porta-voz do BCE se recusou a comentar.

(Reportagem de Francesco Canepa, Frank Siebelt, Balazs Koranyi)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729)) REUTERS CMO LM

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