E-commerce tem aumento de 18,5% nas vendas na Semana do Brasil

Segundo levantamento da Cielo, os detaques foram cosméticos (19,8%), eletrodomésticos (12,6%), supermercados (4,5%) e vestuário (6,1%)

Comerciante arruma vitrine com cartaz da campanha

Comerciante arruma vitrine com cartaz da campanha

LUCIANO CLAUDINO/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO

Os dez dias de promoções da Semana do Brasil, realizada de sexta-feira (6) a domingo (15), tiveram um aumento nas vendas online de 18,5%, comparando com a média diária de outras semanas. Já o crescimento total do varejo (físico e e-commerce) foi de 7,9%, segundo levantamento realizado pela Cielo.

Na comparação com o mesmo período de 2018, o crescimento total do varejo foi um pouco maior, de 11,3%. Os detaques, de acordo com a pesquisa da Cielo, foram cosméticos (19,8%), móveis e eletrodomésticos (12,6%), supermercados (4,5%) e vestuário e artigo esportivo (6,1%). 

A chamada "Black Friday brasileira" foi uma iniciativa do governo federal para movimentar a economia brasileira, por meio de descontos e promoções aos consumidores.

Mais de 4,5 mil empresas participam da iniciativa, uma parceria da Secom com o IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) e, nos últimos meses, segmentos do varejo, comércio e serviços foram mobilizados.

"Por ser a primeira vez que foi realizada, a Semana do Brasil registrou bons resultados", afirma o diretor de inteligência da Cielo, Gabriel Mariotto. Ele explica que na primeira edição da Black Friday no Brasil, em 2010, quando a economia estava mais acelerada, o aumento do varejo foi de 14%. "Não foi de primeira que o evento teve aderência. Por isso, a Semana do Brasil, tem potencial para crescer."

Crescimento em julho

O resultado do varejo já havia surpreendido em julho. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o comércio cresceu acima do esperado pelos analistas do mercado financeiro, com uma alta de 1% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal.