Efeitos dos cortes sucessivos da taxa de juros ainda vão aparecer, afirma economista
Entidades criticaram excesso de cautela por parte do Banco Central, que reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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A CNI (Confederação Nacional da Indústria) considerou insuficiente a redução da taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) de 0,25 ponto percentual, passando a 13,75% ao ano. A entidade criticou um excesso de prudência por parte do Copom (Comitê de Política Monetária) em relação ao comportamento da inflação. Outras entidades do setor industrial e do comércio também criticaram a decisão.
O economista Ricardo Buso, em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (17), afirmou que considera natural a insatisfação por parte do setor produtivo em relação à redução dos juros. “De fato, fica muito difícil, é um cenário bastante adverso para essas duas pontas, e é importante que elas façam esse tipo de crítica”, analisa.
Buso lembra que toda decisão de política monetária tem um prazo de nove a 18 meses para fazer efeito e que as recentes decisões do BC (Banco Central do Brasil) em relação à taxa de juros ainda provocarão impacto na economia. “Mesmo que não tivesse sido tão tímido esse corte, como vem sendo, fosse o dobro, não iria surtir efeito nenhum nesse momento”, diz. Ele chama de considerável o índice de 1,25 ponto percentual de corte, tendo em vista que, antes das sucessivas reduções, a Selic estava em 15% ao ano.
Diante desse cenário, Buso complementa que o Banco Central precisa manter parcimônia, principalmente com incertezas globais atuais, como os possíveis impactos climáticos do El Niño.
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