Em 10 anos, trabalho infantil cai 28,6% e atinge o menor número da série histórica, indica IBGE
País registrou 1,49 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2025
Economia|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O número de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil no Brasil recuou 28,6% no acumulado entre 2016 e 2025, alcançando o menor nível de toda a série histórica da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (16) pelo IBGE. Em 2025, o país contabilizou 1,499 milhão de pessoas nessa situação, o equivalente a 4% da população dessa faixa etária.
Em relação a 2024, quando havia 1,65 milhão de trabalhadores infantis (4,3%), a redução foi de 9,2%, representando cerca de 151 mil crianças e adolescentes a menos no mercado de trabalho informal e precoce.
No início do levantamento, em 2016, o Brasil registrava 2,1 milhões de crianças e jovens em situação de trabalho infantil (5,2% do total da população dessa idade). A trajetória de queda verificada até 2025 contemplou todos os grupos etários analisados pelo instituto, com cada um atingindo o menor percentual já registrado na série:
- 5 a 13 anos: somou 280 mil crianças (1,1% do grupo). Mais de dois terços desse contingente (67,7% ou 190 mil) realizavam exclusivamente atividades de produção para o próprio consumo.
- 14 e 15 anos: registrou 348 mil adolescentes (5,9% da faixa etária), sendo 268 mil em atividades econômicas e 80 mil no autoconsumo.
- 16 e 17 anos: concentra a maior parcela dos casos, com 871 mil jovens (14,5% do grupo), dos quais 783 mil atuavam em atividades econômicas e 88 mil no autoconsumo.
Nordeste lidera queda acumulada
A análise por grandes regiões aponta variações na proporção de trabalhadores infantis em relação à população local de 5 a 17 anos:
- Norte: registrou a maior taxa do país, com 6,3% (249 mil pessoas).
- Sul: apresentou o segundo maior índice, com 4,4% (233 mil pessoas).
- Centro-Oeste: ficou com 4% (128 mil pessoas).
- Nordeste: assinalou 3,8% (408 mil pessoas). A região lidera a retração no longo prazo, com queda de 45,6% frente a 2016.
- Sudeste: teve o menor percentual do Brasil, com 3,3% (481 mil pessoas).
Recuo de 42,9% nas piores formas de trabalho
A pesquisa do IBGE também aponta que, em 2025, 525 mil crianças e adolescentes realizavam atividades econômicas da lista das piores formas de trabalho infantil, o equivalente a 1,4% da população de 5 a 17 anos.
O resultado representa o menor patamar de toda a série histórica e uma redução acumulada de 42,9% em relação a 2016, quando 919 mil jovens estavam nessas condições. Na comparação anual com 2024 (quando eram 560 mil), o recuo foi de 6,3%.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp
















