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Embaixador da China alerta que EUA não devem arrastar a América Latina para disputa comercial

Economia|Do R7

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Por Mitra Taj e Marco Aquino

LIMA (Reuters) - O embaixador da China no Peru alertou na quarta-feira que seria desrespeitoso para os Estados Unidos arrastar a América Latina para a sua disputa comercial com Pequim, mas disse à Reuters que uma potencial guerra comercial entre as duas principais economias do mundo poderia aumentar as exportações da região.

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Falando na véspera da Cúpula das Américas que levará líderes de todo o hemisfério ocidental ao Peru nesta semana, o embaixador Jia Guide minimizou relatos de que os EUA planejam usar o evento para instar os líderes latino-americanos a trabalhar com Washington e não com Pequim sobre o comércio.

Fazer isso mostraria "desprezo não apenas pela China, mas também pela América Latina", disse Jia em uma entrevista, citando a história do colonialismo na América Latina.

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Antes de a Casa Branca anunciar na terça-feira que o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu não comparecer à cúpula para se concentrar na Síria, uma autoridade dos EUA disse a jornalistas que ele planejava argumentar que os Estados Unidos deveriam "continuar sendo o parceiro preferido" dos países latino-americanos.

Os comentários levantaram a perspectiva de que a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China, que abalou os mercados na semana passada, possa transbordar para a América Latina, uma região rica em recursos onde Pequim fez incursões significativas.

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O senador norte-americano Marco Rubio, influente republicano em assuntos latino-americanos que estará na cúpula com o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, disse que quer que os EUA deixem claro que o envolvimento da China na região é inaceitável.

Jia disse que "as ações falam mais alto do que palavras. Ele apontou para o comércio chinês com a América Latina que, segundo ele, subiu 18,8 por cento, para quase 260 bilhões de dólares, somente no ano passado.

Mas Jia negou que a China tenha qualquer intenção de se intrometer nos assuntos latino-americanos, que, segundo ele, só correriam o risco de prejudicar seus laços com a região.

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