Emprego e agro sustentam crescimento de 2,3% do PIB em 2025, avalia professor
Segundo especialista, economia do país tem se mostrado forte e estável
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025 em relação ao terceiro trimestre e fechou o ano com uma expansão total de 2,3%. O desempenho marca o quinto ano seguido de crescimento econômico. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 12,7 trilhões no ano passado.
Em entrevista ao Hora News desta terça-feira (2), Renato Veloni, professor de economia do Ibmec, falou sobre os resultados divulgados pelo instituto e destacou que, apesar das políticas monetárias, a economia demonstrou força, principalmente pela baixa taxa de desemprego e aumento na renda dos trabalhadores.

“Isso acaba por sustentar uma atividade, o consumo das pessoas, isso é o que segura o consumo, a área de serviços da economia, que cresceu no ano passado a partir de serviços 1,8%. Quer dizer, é um crescimento assim bom, e o que leva desse 1,8% para o crescimento de 2,3%, aí sim é o resultado maravilhoso, um ano maravilhoso para a nossa agropecuária”, explica.
Além disso, a análise dos setores econômicos revela que a agropecuária foi um dos principais motores desse crescimento em 2025. Com um aumento próximo a 12%, o setor superou expectativas anteriores que previam um incremento menor. No entanto, as projeções para a agricultura em 2026 indicam uma manutenção nos níveis atuais sem grandes variações percentuais.
“O que se espera para a agricultura, para a agropecuária, para 2026 é de manutenção, de crescimento beirando zero, o que parece ruim, crescer zero, mas ainda assim em cima de um histórico muito bom”, argumenta.
Pensando em 2026, o professor avalia que pode haver uma aceleração no consumo das pessoas. “A gente tem aqui uma reforma, uma pequena mudança na tributação de pessoas físicas, no imposto de renda, então ficou livre de imposto de renda pessoas que ganham até 5 mil, entre 5 mil e 7 mil e pouquinho, também vai ter um alívio nessa tributação, ou seja, as pessoas vão se sentir com um pouquinho mais de dinheiro disponível no final do seu mês”, completa.
Em contrapartida à força da agropecuária, está o cenário industrial brasileiro que apresentou pouco crescimento, devido às condições internas e às tendências globais como a desindustrialização crescente.
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