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Empresas chinesas têm forte atividade na Venezuela apesar de fábricas paradas

Economia|Do R7

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Por Brian Ellsworth e Corina Pons

SAN FRANCISCO DE YARE, Venezuela (Reuters) - Cinco anos após a fabricante chinesa de eletrodomésticos Haier concordar em construir uma fábrica de 912 milhões de dólares na Venezuela, suas máquinas de lavar e geladeiras são praticamente as únicas disponíveis nas lojas de departamento do país.

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Esses produtos, no entanto, não são feitos na Venezuela.

Em vez disso, são importados das fábricas da Haier na China e pagos por meio de um acordo de petróleo em troca de empréstimos que data de 2007, sob o qual a China empresta dinheiro e é paga em petróleo e combustível.

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O custo de deixar a fábrica da Haier parada é suportado primariamente pelo governo venezuelano, pois sua construção foi financiada com 800 milhões de dólares emprestados da China.

Enquanto a maioria das empresas estrangeiras sofre os impactos dos controles cambiais e faltas de produtos na Venezuela, companhias chinesas como a Haier registram atividade em ritmo acelerado graças a acordos de cooperação que dão a elas acesso privilegiado à economia do país, mas que deixam os riscos de negócio nas mãos do governo.

Os empréstimos chineses -- cerca de 50 bilhões de dólares desde 2007 -- têm reforçado as finanças da Venezuela em um momento em que baixos preços de petróleo trouxeram receios sobre default e efetivamente tiraram o país dos mercados de capitais mundiais.

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