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Empresas recusam produtos de áreas desmatadas da Amazônia

ADM, Bunge e Cargill disseram que não compram produtos de novas áreas desmatadas e utilizam satélites de monitoramento para garantir suas políticas

Economia|Do R7

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Vista da área rural na BR-319, desmatada e queimada no trecho que vai de Porto Velho, em Rondônia, a Humaitá, no sul do Amazonas
Vista da área rural na BR-319, desmatada e queimada no trecho que vai de Porto Velho, em Rondônia, a Humaitá, no sul do Amazonas

As comercializadoras de grãos Archer Daniels Midland, Bunge e Cargill disseram, em comunicados separados, que não compram produtos de novas áreas desmatadas na Amazônia e que utilizam satélites de monitoramento para garantir suas políticas.

A Bunge afirmou que está avaliando as informações disponíveis sobre número e localização dos incêndios existentes na Amazônia, enquanto a Cargill defendeu que os esforços dos produtores ajudaram a conter o desmatamento na última década.

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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa empresas como ADM, Bunge e Cargill, apontou nesta semana que o plantio de soja nas dez cidades que mais reportaram incêndios neste ano é inexpressivo em relação à produção total da oleaginosa.

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Segundo um estudo realizado pela entidade, os dez municípios com mais queimadas de janeiro a julho plantaram apenas 30 mil hectares na última safra, sendo 17 mil em Novo Progresso (PA), onde produtores participaram recentemente do chamado "dia do fogo".

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Além disso, Apuí (AM), cidade que mais registrou focos de incêndios na região, não possui cultivos de soja, enquanto Altamira (PA), segunda com maior índice de queimadas, conta somente com 2 mil hectares plantados com a oleaginosa.

A Abiove é uma das líderes da chamada Moratória da Soja, que impede a compra e financiamento pelas tradings de safras cultivadas na região amazônica após 2008.

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O órgão admite que a soja ocupa uma área relativamente importante da Amazônia, mas cita que 98% do plantio realizado no bioma veio após a Moratória da Soja, em áreas desmatadas antes de o programa ter sido instituído.

A Cargill disse em nota que "apoia integralmente a Moratoria da Soja na Amazônia e não compra grãos de áreas recém-desmatadas", argumentando que o esforço conjunto das empresas do setor "contribuiu para o declinio de 80% no desmatamento na Amazônia na última década".

(Reportagem de Tom Polansek em Chicago e Roberto Samora em São Paulo)

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