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Energia, alimentos e loterias levam IPC-C1 a ficar acima da média, afirma FGV

Economia|Do R7

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As tarifas de energia elétrica e os alimentos pressionaram o bolso das famílias de baixa renda em maio e levaram a inflação percebida por este grupo a um patamar acima da média brasileira. O reajuste nos preços das apostas de jogos lotéricos também impulsionou o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que avançou 0,95% no mês passado, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Protagonista dos índices de inflação no primeiro trimestre, a tarifa de eletricidade residencial voltou a ganhar força após uma breve trégua em abril. O item avançou 2,81% em maio, o que levou o grupo Habitação a acelerar a 1,16%, de 0,64% no mês anterior. A energia elétrica responde por uma fatia maior nas despesas da baixa renda do que na média dos brasileiros.

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Outro grupo que pesa mais no orçamento da baixa renda são os alimentos, que também aceleraram na passagem do mês. A taxa passou de 0,82% para 1,16% entre abril e maio, diante da alta de 11,28% nos preços de hortaliças e legumes. Só a cebola ficou 32,51% mais cara, enquanto o tomate subiu 16,94%.

Além disso, o reajuste nos preços de apostas de jogos lotéricos resultou em alta média de 20,62% no item. Isso levou o grupo Despesas Diversas a acelerar de 0,36% para 1,53% na passagem do mês, segundo a FGV. O último grupo a ganhar força foi Educação, Leitura e Recreação (0,22% para 0,36%), diante do aumento médio de 1,63% nos preços de entradas para salas de espetáculo.

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As quatro classes de despesas contribuíram para que o IPC-C1 de maio ficasse, por mais um mês, acima da taxa média de inflação para todos os brasileiros. O chamado Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-Br) avançou 0,72% no mês passado. Em 12 meses, a inflação da baixa renda (8,97%) também bate o índice geral (8,63%). O IPC-C1 capta movimentações de preço percebidas por famílias com ganhos mensais entre 1 e 2,5 salários mínimos.

Baixas

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Apesar da pressão em maio, alguns grupos atuaram no sentido de amenizar os impactos de alta. A queda de 0,34% nas tarifas de ônibus urbano, por exemplo, levou a classe de Transportes a recuar 0,19%.

Também perderam força os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (1,80% para 1,54%), diante do menor impacto do reajuste dos medicamentos (3,59% para 2,03%); Vestuário (0,99% para 0,81%), com menor pressão das roupas femininas (1,55% para 0,79%); e Comunicação (-0,24% para -0,30%), em função do comportamento da tarifa de telefone residencial.

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