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Engie prevê antecipar projeto de transmissão em até 1 ano e cortar custo em até 20%

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - Após arrematar na semana passada uma concessão para estrear no setor de transmissão de energia no Brasil, a elétrica Engie vai buscar antecipar a entrega do empreendimento e cortar custos em relação aos orçamentos previstos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), disse nesta sexta-feira o presidente da companhia, Eduardo Sattamini.

Em teleconferência com investidores, ele afirmou que a Engie acreditar ser viável cortar de 15 a 20 por cento os investimentos na construção do lote arrematado no leilão, frente à estimativa da Aneel de 2 bilhões de reais.

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Já o prazo de entrega poderia ser antecipado em entre 6 meses e 12 meses, segundo o executivo.

Ele afirmou ainda que a Engie Brasil Energia, controlada pelo grupo francês Engie e líder em geração no Brasil entre empresas privadas, seguirá prospectando empreendimentos que o governo irá licitar no setor de transmissão.

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"A gente vai continuar perseguindo, não vai ficar em uma só linha", disse ele, ressaltando preferência por disputas em leilões, ao invés de aquisições.

Durante a teleconferência, os executivos da Engie comentaram também sobre os leilões para novos projetos de geração, realizados nesta semana, que registraram os menores preços da história no país para novas usinas eólicas e solares.

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"A gente entendeu que não deveria ir adiante com preços tão baixos, sem agregação de valor na nossa atividade", disse Sattamini.

Ele atribuiu a forte competição que derrubou as cotações a um elevado apetite de investidores após o Brasil não realizar licitações para novos projetos eólicos e solares no ano passado.

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"Não achamos que seja uma tendência permanente. É uma situação que está acontecendo agora em função de um período muito longo de carência de leilões, há necessidade de algumas empresas colocarem seus projetos adiante", apontou.

A Engie destacou ainda que já assegurou neste ano um crescimento de 17 por cento em sua área de geração, após fechar a aquisição das hidrelétricas de Jaguara e Miranda em um leilão realizado pelo governo em setembro e comprar o parque eólico Umburanas junto à Renova Energia.

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(Por Luciano Costa)

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