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Entenda como a guerra no Oriente Médio impactou projeções do BC para a economia brasileira

Banco Central divulgou relatório em que aponta aumento na estimativa da inflação do país e manutenção do PIB

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Banco Central atualiza projeções econômicas devido à guerra no Oriente Médio.
  • A estimativa de inflação aumenta de 3,5% para 3,9% em 2026.
  • Projeção de crescimento do PIB é mantida em 1,6%, o menor em seis anos.
  • Dependência de combustíveis e transporte rodoviário afeta a inflação no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com os impactos da guerra do Oriente Médio na economia global, o Banco Central brasileiro divulgou nesta quinta-feira (26) um aumento na estimativa da inflação e a manutenção da projeção de alta do PIB (Produto Interno Bruto) do país em 1,6% para 2026 — o que representaria o menor resultado em seis anos.

Para o economista Ricardo Buso, apesar de a projeção ser vista como positiva e alinhada com o levantamento da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que estima o PIB brasileiro em 1,5%, ele explica que, neste cenário de guerra, é normal você melhorar um indicador e outro acabar piorando.


Banco Central reduz juros pela 1ª vez em quase dois anos
Economista aponta como normal um dado positivo e outro negativo em um cenário de guerra Reprodução/Record News

Buso pontua que isso ocorre com aumento da projeção da inflação de 3,5% a 3,9%, principalmente com o efeito do preço dos combustíveis. Apesar de a Petrobras poder se beneficiar com as variações do valor do petróleo no mundo, a dependência do diesel para nossa matriz de transporte pode pesar e gerar esse efeito inflacionário no contexto nacional.

“Nós somos relativamente menos impactados que boa parte do mundo, porque a Petrobras, que é majoritariamente estatal, se beneficia do movimento do petróleo, enquanto do outro lado nós temos uma matriz de transporte essencialmente rodoviária, o que coloca a nossa inflação muito mais em xeque do que outros países”, finaliza o economista em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (26).

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