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Entenda o que muda com a decisão do TCU sobre o novo imposto da reforma tributária

TCU definiu que a alíquota da CBS será de 11,3%; decisão deve passar pelo Senado Federal

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O TCU definiu que a alíquota do CBS será de 11,3%, substituindo o PIS e a COFINS a partir de janeiro de 2027.
  • A decisão ainda precisa ser aprovada pelo Senado Federal, que votará a proposta em 15 de dezembro.
  • Especialistas apontam que a alíquota surpreendeu o setor produtivo, excedendo as estimativas da Receita Federal de 9,5%.
  • O setor de serviços será o mais impactado, podendo ter a alíquota elevada a 28%, apesar da reforma simplificar o sistema tributário.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O TCU (Tribunal de Contas da União) definiu nesta quarta-feira (28) que a alíquota da CBS (Contribuição de Bens e Serviços) seja de 11,3%. O novo imposto substitui o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e passará a ser cobrado a partir de 1.º de janeiro de 2027.

O valor ainda precisa ser aprovado pelo Senado Federal, que deve votar a proposta em 15 de dezembro. Porém, se os parlamentares não decidirem a alíquota, o valor proposto pelo TCU será efetivado.

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Para o professor de direito da FGV (Fundação Getulio Vargas), Gabriel Quintanilha, em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (27), esse valor pega todo o setor produtivo de surpresa, pois ficou muito acima das estimativas da Receita Federal, que projetavam em torno de 9,5%, e afirma que os setores precisam se programar para “suportar essa carga tributária muito maior do que hoje”.

Caso a alíquota do TCU seja aprovada, IVA (Imposto Sobre Valor Agregado) pode chegar a 30%, sendo o maior do mundo Reprodução/Record News

Na avaliação de Quintanilha, o setor de serviços é o que será mais afetado, que, além de ser o que mais emprega, também recolhe o maior número de impostos atualmente e, se a alíquota da CBS for confirmada e finalizar a transição da reforma tributária, a alíquota para o setor pode chegar aos 28%, levando à necessidade de reprecificar toda a atividade.

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Ele analisa que, mesmo com as incertezas em relação às alíquotas, a reforma cumpre seu papel de simplificar o sistema tributário brasileiro, com a substituição do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e do ISS (Imposto sobre Serviços).

“No tocante à simplificação, eu não tenho dúvidas de que a reforma tributária é um grande avanço [...]. Por outro lado, a lógica da ausência de aumento de carga tributária, infelizmente, não vai ser atendida, porque algum setor vai ter que suportar essa carga tributária em razão dessa reunião de todos os tributos. E certamente quem vai pagar essa conta é o setor de serviços.”

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