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Entrega de fertilizantes no Brasil tem recorde mensal; analista vê alta de 7% no ano

Economia|Do R7

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Por Gustavo Bonato

SÃO PAULO (Reuters) - As entregas de fertilizantes aos produtores rurais do Brasil em setembro atingiram um recorde histórico de 3,98 milhões de toneladas, em alta de 5,9 por cento ante o mesmo mês de 2015, informou nesta quinta-feira a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

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O volume do mês passado supera a melhor marca do setor, de 3,92 milhões de toneladas, registrada em agosto, indicando uma forte recuperação nas vendas em 2016 e também boas perspectivas de produtividade para a safra atual, após as entregas de fertilizantes terem caído em 2015.

Considerando o período de nove meses, as entregas acumulam alta de 9,6 por cento, a 24,43 milhões de toneladas.

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Os volumes estão 2,9 por cento acima do registrado de janeiro a setembro de 2014, ano em que o Brasil registrou o recorde de consumo de fertilizantes. Os volumes caíram em 2015 devido a um aperto no crédito aos agricultores, apesar de um aumento de área plantada.

Segundo a Anda, os negócios este ano vêm sendo impulsionados "pela relação de trocas favorável para maioria das culturas".

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As entregas de fertilizantes nitrogenados (N) apresentaram alta de 13,6 por cento nos nove meses de 2016 "em função do aumento da demanda para cana, milho e café, disse a Anda.

Já nos fertilizantes fosfatados (P2O5), que acumulam alta de 5,8 por cento nas entregas entre janeiro e setembro, a demanda é puxada pelas culturas da soja e do milho verão para plantio na safra 2016/17.

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Nos potássicos, a alta acumulada em nove meses é de 8 por cento, "resultado do aumento da demanda para milho, soja, cana-de-açúcar e café".

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ALTA ANUAL

Na avaliação da Agroconsult, as entregas deverão ser fortes em outubro, que ainda é um período de preparação de lavouras para a nova safra de grãos.

A previsão da consultoria é de que o ano termine com entregas de 32,3 milhões de toneladas de fertilizantes, alta de 0,3 por cento ante 2014 e de 6,9 por cento ante 2015.

"O poder de compra do produtor está mais firme, o que também favorece uma recuperação do nível tecnológico", disse o analista de fertilizantes da Agroconsult, Cleber Vieira.

Segundo ele, a recuperação dos níveis de uso de fertilizantes não é uma realidade apenas no chamado Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia), principalmente no Piauí e na Bahia, onde o clima tem sido prejudicial às lavouras nos últimos anos, o que abala a capacidade de investimento dos produtores.

"Se esses mercados repetissem 2015, teríamos entrega ainda maior no país este ano", estimou Vieira.

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