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Esther Dweck destaca investimentos em Nuvem Brasileira e cita negociações com a Microsoft

Infraestrutura tem como objetivo controlar a localização de dados sem vetar fornecedores internacionais

Economia|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Esther Dweck destacou investimentos de R$ 1,8 bilhão em infraestrutura de computação em nuvem no projeto da Nuvem Brasileira.
  • Microsoft inicialmente criticou a iniciativa, mas depois mostrou disposição para atender às exigências de soberania digital do Brasil.
  • O governo busca maior controle sobre a localização dos dados sem excluir fornecedores internacionais.
  • Há planos para criar um superaplicativo que reunirá serviços públicos, integrando União, Estados e municípios pela Rede GOV.BR.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dweck afirmou que o governo planeja um superaplicativo para integrar todos os serviços públicos Valter Campanato/Agência Brasil - 12/01/2023

A ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, afirmou, em entrevista ao Brasil 247, que Serpro e Dataprev já investiram mais de R$ 1,8 bilhão em contratações e equipamentos para instalar, nas duas estatais, infraestrutura de provedores internacionais de computação em nuvem, referente ao projeto da Nuvem Brasileira.

Microsoft: segundo Dweck, durante as negociações para instalar a infraestrutura nas dependências das estatais, a Microsoft classificou a iniciativa brasileira como uma “decisão jurássica”, porém posteriormente a companhia procurou o ministério para sinalizar que a Microsoft estava disposta a atender às exigências brasileiras de soberania digital. Segundo ela, a empresa aderiu depois das concorrentes e ainda está em fase de homologação.

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Soberania digital: ressaltou que a política não pretende abandonar ou vetar fornecedores internacionais, citando Microsoft, Amazon, Google, Oracle e Huawei. O objetivo é ampliar o controle sobre a localização dos dados, que poderiam estar fisicamente armazenados em diferentes países.

Governo digital: Dweck apresentou a perspectiva de uma fase “pós-digital”, voltada à integração de bases e à antecipação das necessidades dos cidadãos. Citou um piloto no Rio Grande do Sul para digitalizar o acesso ao crédito rural por meio do Meu Imóvel Rural, plataforma que, segundo ela, já atende mais de 1 milhão de agricultores. A próxima etapa prevê o envio de credenciais verificáveis aos bancos, com tecnologia desenvolvida em parceria com a Índia.

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Superaplicativo: Dweck afirmou que o governo pretende reunir diferentes serviços públicos em um único aplicativo, iniciativa prevista para os próximos quatro anos. A proposta se apoia na integração entre União, Estados e municípios pela Rede GOV.BR, que, segundo a ministra, já reúne todos os Estados e mais de 2.800 municípios, com acesso a soluções digitais federais e assistência técnica.

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